domingo, 17 de janeiro de 2021

Justiça
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Briga entre Samu e Trauma de JP vai parar na justiça

Redação com assessoria / 14 de outubro de 2015
Foto: Arquivo
O Ministério Público da Paraíba decidiu interferir na briga entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, que protagonizaram, essa semana, uma troca de acusações referente à retenção de macas. A 1ª Promotoria de Defesa dos Direitos da Saúde da Capital ingressou com uma petição na justiça pedindo a aplicação de multa no valor de R$ 500 por cada equipamento retido nos hospitais do Estado e do Município de João Pessoa, conforme estipulado na liminar expedida pela 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital este ano. A liminar atendeu a uma ação civil pública ajuizada pela Promotoria da Saúde.

Na petição foi informando que o Governo do Estado da Paraíba e o Município de João Pessoa descumpriram decisão liminar que determinava a obrigação de não reter indevidamente ou por tempo superior a 30 minutos, as macas e equipamentos dos serviços de socorro prestados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal e ambulâncias de outros Municípios.

De acordo com a promotora Maria das Graças Azevedo, a Promotoria foi informada pelo Samu que, nas últimas semanas, o problema da retenção das macas se agravou consideravelmente, a ponto de ser registrado um Boletim de Ocorrência relatando a retenção de 12 equipamentos e a paralisação das atividades das Unidades de Suporte Avançado e das Unidades de Suporte Básico.

“O Hospital Estadual de Trauma Humberto Lucena e o Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio Burity são os principais responsáveis pelas irregularidades trazendo grandes e graves prejuízos à população, como se infere em matérias fartamente publicadas na grande mídia” relatou a promotora Maria das Graças.

O que diz a direção do Trauma

O diretor do Trauma de João Pessoa, Edvan Benevides, voltou a negar que esteja havendo retenção de macas na unidade. Ele repetiu o argumento utilizado na semana passada que o problema causado foi motivado por um tomógrafo quebrado que atrasou o atendimento. Benevides acrescentou que a decisão da promotoria é baseada em um acordo já feito anteriormente.

"Esta decisão está vigorando há um ano, inclusive, tomada em comum acordo. As macas só causaria multa ao Trauma em caso de retenção fora do horário de pico e que tenha passando dos 30 minutos tolerados", disse.

A briga

Na manhã da última terça-feira (06) a coordenação do Samu denunciou que doze macas do ficaram retidas no Trauma. De acordo com a denúncia, no domingo e na segunda-feira, o serviço da Capital parou completamente, impedindo que os resgates de vítimas pudessem ser feitos. Apesar da liminar prevendo multa, segundo o coordenador Márcio Gomes, o problema de retenção dos equipamentos se agravou.

Na ocasião, o diretor do hospital, Edvan Benevides, justificou o fato ocorreu motivado por um defeito do tomógrafo que prejudicou a rotina do hospital e acabou refletindo no serviço do Samu.

Uma semana depois (terça-feira, 13) Benevides contra-atacou e denunciou o Samu alegando que tem havido “a má fé” de alguns integrantes do Serviço. Em seu perfil do Facebook, Edvan contou que as ambulâncias do Samu, serviço regulado pela prefeitura de João Pessoa, estão estacionadas no pátio do Trauma apenas com objetivo de passar a impressão de que o hospital está super lotado.

A direção do Samu negou o fato e afirmou que Edvan Benevides terá que provar as acusações, caso contrário poderá responder na justiça por calúnia.

 

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