domingo, 25 de outubro de 2020

Justiça
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Juíza manda para casa Gilberto Stuckert, preso por matar a professora Bríggida Rosely

Redação com assessoria / 05 de abril de 2017
Foto: Divulgação
A juíza Andréa Arcoverde, da Vara de Execução Penal em João Pessoa, concedeu a Gilberto Lyra Stuckert, preso por matar a professora Bríggida Rosely de Azevedo Lourenço, o direito de cumprir 90 dias de sua pena em prisão domiciliar. A decisão da magistrada foi justificada pelo fato de Stuckert ter apresentado uma doença neurológica, que o deixou paraplégico.

Ele se encontrava recolhido na Penitenciária Desembargador Sílvio Porto, pelo assassinato da ex-companheira, a professora universitária Bríggida Rosely. O crime ocorreu no dia 19 de junho de 2012.

De acordo com a decisão, os laudos médicos juntados aos autos eletrônicos evidenciam a gravidade do estado de saúde do apenado Gilberto Stuckert, com  comprometimento das atividades da vida diária, decorrente de doença que acomete a coluna espinhal. O próprio estabelecimento penal informou que não possui equipamentos físicos, nem equipe médica que ofereça assistência médica 24 horas para os socorros e cuidados necessários ao apenado.

“Nos casos de enfermidade grave, nas quais o Estado se mostre incapaz de prover a adequada assistência médica, os Tribunais pátrios têm entendido cabível a prisão domiciliar, ainda que não estejam presentes todos os requisitos trazidos pelo art. 117 da Lei de Execução penal (LEP), inclusive, quando o apenado cumprir pena em regime diverso do aberto”, justificou a magistrada.

Na decisão, a juíza determina ainda que o apenado deverá permanecer recolhido em sua residência, em período integral, somente podendo se ausentar para consultas e exames médicos necessários ao tratamento de saúde, mediante prévia autorização judicial.

Também deverá informar o atual endereço, no prazo de 24 horas, para fins de fiscalização da prisão domiciliar; receber visitas do servidor responsável pela monitoração eletrônica, responder aos seus contatos e cumprir suas orientações;  abster-se de remover, violar, modificar ou danificar o dispositivo de monitoração eletrônica ou permitir que outro o faça, entre outros deveres, que, se violados, podem acarretar a revogação da prisão domiciliar.

Após o período de 90 dias, será realizada nova avaliação médica para análise de eventual prorrogação da prisão domiciliar.

Crime – No dia 19 de junho de 2012, a professora Briggida Rosely, de 28 anos, foi encontrada morta dentro do próprio apartamento, no bairro Jardim Cidade Universitária,  em João Pessoa.  O corpo, com sinais de estrangulamento, foi encontrado por vizinhos. O fotógrafo Gilberto Stuckert foi acusado de matar a ex-companheira, inconformado com o fim do relacionamento. Ele foi a Júri popular (1º Tribunal do Juri de João Pessoa), no dia 28/09/2015 e foi condenado por homicídio qualificado a 17 anos e seis meses de prisão, inicialmente em regime fechado.

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