quarta, 18 de setembro de 2019
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“Um bispo para viver e conviver com o povo”

Mislene Santos / 12 de julho de 2016
Foto: Assuero Lima
O Administrador Apostólico da Arquidiocese da Paraíba, Dom Genival Saraiva de França, falou na manhã desta terça-feira (12), durante entrevista coletiva, sobre qual será a sua missão à frente da Arquidiocese da Paraíba, sobre a renúncia de Dom Aldo Pagotto, os casos de pedofilia e homossexualismo na igreja católica. Sobre sua ação durante o tempo em que ficar à frente da arquidiocese, ele disse que será "um bispo para viver e conviver com o povo".

Sobre as denúncias de pedofilia e homossexualidade dentro da igreja, dom Genival foi direto e disse que contra fatos não há argumentos. “Se há fatos de pedofilia no universo eclesiástico ou no universo da família, pois sabemos todos que o maior número de pedofilia acontece dentro de casa. Agora, a igreja tem uma responsabilidade e as normas canônicas da igreja estão sendo aplicada e para estes casos não pode haver omissão”, afirmou Dom Genival.

Ele evitou tecer comentários sobre as declarações de Dom Aldo que afirmou ter ser arrependido de ter acolhido padres acusados da prática de pedofilia. “Em ralação a palavra de Dom Aldo, eu diria que realmente só Dom Aldo pode falar neste sentido, seu estado de espírito, do conhecimento de causa”, declarou o religioso.

Porém deixou claro que no período em que estiver na administração da Arquidiocese da Paraíba não admitirá casos de omissão com relação à pedofilia. “Deverei fazer a leitura dos fatos dos casos que estejam sendo objeto de encaminhamento, inclusive, junto a Santa Sé. Deverei fazer com a consciência, pois a minha condição de administrador não pode ter registro de omissão”, ressaltou Dom Genival.

Com relação ao novo arcebispo da região Metropolitana da Paraíba, ele disse que a sua expectativa é que o religioso venha com um coração. Segundo dom Genival, este não virá como um fiscal e nem como um gestor.

“Espero que seja um bispo que venha para viver e conviver com o povo de Deus, que se relacione bem com as pessoas, que seja portador do evangelho, que, realmente, anuncie Jesus Cristo, identificado com as causas do povo seja no tocante a espiritualidade ou das causas sociais”, afirmou Dom Genival.

Dom Genival se posicionou contra a participação de padres na política e disse ainda que deve ficar à frente da Arquidiocese da Paraíba por, no mínimo, seis meses.


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