domingo, 17 de janeiro de 2021

João Pessoa
Compartilhar:

Por conduta questionável, Médica é Denunciada ao Ministério da Saúde

Lucilene Meireles / 12 de maio de 2016
Foto: Arquivo
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa pediu ao Ministério da Saúde o desligamento de uma médica que está, desde março, sem prestar atendimento a os usuários da Unidade de Saúde da Família Rosa de Fátima, em Paratibe. Após as férias, ela apresentou um atestado médico com validade até 26 de maio, mas continuou prestando serviço numa clínica particular, no bairro de Mangabeira.

A carga horária da médica, de acordo com a SMS, teria que ser de 32 horas semanais, oito horas diárias, quatro dias por semana. Mesmo com um dia de folga, ela não poderia ter outro emprego. “Esse dia de folga do trabalho deve ser dedicado aos estudos. Ela não teria condições de prestar atendimento em outro local, sem contar que está de atestado médico”, observou o gerente de Atenção Básica da SMS, Gilliard Abrantes.

Ele explicou que o monitoramento da carga horária dos profissionais é feito pelos supervisores do programa Mais Médicos e pela SMS que também monitora a frequência dos profissionais.

“Por compreender que nessa frequência existia uma ausência muito grande, solicitamos ao Ministério da Saúde que tomasse alguma providência, monitorando a médica. Pedimos a substituição ou a retirada dela”, declarou.

Devolução do salário. O gerente relatou ainda que a médica pode ter que devolver os valores que recebeu pelo serviço que não foi prestado. O pagamento seguia direto para ela. “Tudo parte da questão do atestado. Se for comprovado que é irregular, comprova fraude ao programa e o Ministério da Saúde vai pedir o ressarcimento de todo financiamento que foi feito. Não sabemos o motivo do atestado. Só o Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) pode afirmar se trata-se de um atestado falso”, afirmou. A reportagem não conseguiu ouvir o CRM.

A denúncia. O Jornal Correio apurou a situação,depois que pacientes da USF de Paratibe pediram ajuda para solucionar o problema da falta de médico na unidade. O agente de saúde Decélio Honório da Silva faz parte de um conselho formado por trabalhadores da saúde e pacientes, e elaborou um ofício, que foi enviado à Diretoria do Distrito Sanitário III.

“A resposta foi a seguinte: que a médica estava de férias de 14 a 28 de março e atestado de 13 a 26 de abril de 2016, prorrogado até 26 de maio. O que questiono é o fato dela ter um atestado e não poder atender no PSF, mas estar trabalhando em outro local. Desde o dia 14 de março estamos sem médico. Isso é muito triste para a comunidade. Por dia, pelo menos 30 pacientes deixam de ser atendidos por conta da ausência dela”, acrescentou. A USF recebe moradores do Mussumagro I e II, Paratibe I e Sonho Meu.

 

Leia Mais

Relacionadas