segunda, 23 de novembro de 2020

João Pessoa
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Pokémons do bem reúnem jogadores em JP

Lucilene Meireles / 20 de agosto de 2016
Foto: Rafael Passos
O Pokémon Go, que leva estudantes a perderem aula em busca das capturas e outros aficionados a andarem pelas ruas distraídos à caça de ‘monstrinhos’, pode ser positivo, incentivando a atividade física (é preciso andar bastante para pegar os ‘bichos’) e a socialização, promovendo encontros e fazendo as pessoas saírem de casa e servindo de terapia para autistas.

Hoje, inclusive, a partir das 16h, tem encontro de ‘caçadores’, na Lagoa do Parque Solon de Lucena e na Feirinha de Tambaú, na Capital.

Eles estão por toda a parte. Na UFPB, há locais estratégicos, como a Biblioteca Central e o Centro de Ciências Jurídicas (CCJ), onde são seladas novas amizades. Estudantes garantem que uma coisa leva a outra, ou seja, quanto mais gente reunida, mais Pokémons aparecem e mais amizades se formam. “Não achei que ia gostar tanto do jogo, mas para mim, o maior benefício é a sociabilidade, a interação com outros jogadores”, relatou Petrus Fernandes, estudante de Arquitetura.

Tiago Nascimento, especialista em Sistemas de Automação e Robótica e coordenador do Laboratório de Robótica da UFPB, afirmou que, de fato, o jogo foi projetado para aumentar a interação social e que devem chegar, inclusive, algumas atualizações que vão aumentar essa interação: “No que se refere à socialização, é um benefício. Hoje vemos grupos que se reúnem em praças, como em duas grandes no bairro de Manaíra, que eram desertas, e agora, vemos 25, 30 jovens se reunindo, povoando esses locais”.

O jogo, segundo ele, foi feito para que, nessas praças, a grama fique virtualmente mais verde e haja uma incidência maior de Pokémons na grama, fomentando a ida maior de jovens a esses locais”, ressaltou.

Teoria da Singularidade. O problema a ser enfrentado nas próximas décadas é um período que se chama Teoria da Singularidade. “Ela diz que o crescimento tecnológico é exponencial, enquanto que o aprendizado da sociedade é linear. Ou seja, vai chegar um tempo em que a tecnologia vai crescer mais rapidamente do que nossa capacidade de entender e saber usá-la. Isso por volta de 2050”, observou Tiago Nascimento. Até lá, conforme explicou, as pessoas estarão com a tecnologia na mão, sem saber usar.

“Algo que vejo é que muitas pessoas possuem smartphones e um dos usos é instalar aplicativos bancários que permitem pagar contas, tirar extratos, fazer transferências. Mas, se fizermos uma experiência num banco, veremos quanta que possuem smartphones estão na fila. Isso é um exemplo de que elas não sabem usar a tecnologia. Quando chega esse jogo, quem não sabe usar, vai andar jogando, dirigir jogando, jogar na rua distraído, sozinho”, constatou.

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