domingo, 17 de janeiro de 2021

João Pessoa
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Lá vem o mar, de novo: comerciantes do Seixas vivem para reconstruir barracas

Júlio Silva / 12 de setembro de 2015
Foto: Nalva Figueiredo
Apesar do avanço do mar na costa da Paraíba, a Ponta do Seixas, na Capital,  continua sendo o ponto mais oriental das Américas.  É o que garante o geógrafo Williams Guimarães. Os efeitos do avanço são sentidos pela população local, que tenta manter seus negócios mesmo tendo que reconstruir parte da estrutura de tempos em tempos.

Williams Guimarães explica que apesar do avanço do mar e do processo erosivo, a Ponta do Seixas ainda deve demorar muito para perder o título de ponto mais oriental para algum outro ponto da Paraíba (no litoral sul) ou de Pernambuco (em Ponta de Pedras, no município de Goiana). “Criam muitos mitos em cima do avanço do mar. Não só aqui ocorre erosão, mas em toda costa do Nordeste. Quase metade dele é erosivo. O estado de Pernambuco tem mais erosão que na Paraíba, por exemplo”, afirmou.

Segundo ele, o projeto de contenção da erosão na Barreira do Cabo Branco e na Praia do Seixas, que prevê a construção de recifes artificiais a 300 metros da praia, pode acabar afetando outras praias ao norte, como Manaíra, Bessa e Intermares.

As interferências nos rios paraibanos, especialmente no Rio Paraíba, são a causa do crescimento do processo erosivo no último meio século, afirma o géografo Klévio Duarte. “Desde a época do presidente Epitácio Pessoa (década de 20), houve uma política intensa de construção de barragens. Cada barragem corta o balanço de sedimentos para fazer o equilíbrio da faixa de areia. O transporte de sedimentos para o mar, cada vez mais foi tendo rupturas. O rio não consegue mais levar”, explicou.

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