terça, 19 de março de 2019
João Pessoa
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Infestação de cupins e fungos afetam árvores em João Pessoa

Lucilene Meireles / 07 de julho de 2018
Foto: Rafael Passos
A infestação de cupins associada ao ataque por fungos está entre os principais problemas que afetam as árvores na Capital, segundo a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam). No Parque Solon de Lucena, em João Pessoa duas, das cerca de mil árvores que compõem a paisagem, correm o risco de serem cortadas. Os ipês estão doentes e secaram, mesmo recebendo tratamento. Para a Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (Apan), o verde da Capital tem outro vilão: a construção civil, que tem sido a causa de desmatamento, principalmente no bairro Altiplano.

“No top da lista, os principais problemas são o plantio de forma equivocada que gera outros fatores no futuro, como danificar a estrutura de calçada, o crescimento desorganizado, e ainda plantas exóticas, que são consideradas invasoras em relação à Mata Atlântica. O outro é a infestação de cupim associada a algum fungo empodrecedor, que afeta a estrutura física da árvores”, observou o engenheiro agrônomo Anderson Fontes, diretor de controle ambiental da Semam.

Entre as doenças que acometem as árvores, a principal influência é de um fungo conhecido como Mal do Recife, que é monitorado, além do cupim, que vem do solo, que também recebe a atenção dos técnicos. O maior cuidado, conforme o diretor, é em relação às árvores antigas, que têm mais risco de tombar. A maioria delas está concentrada no Centro, Centro Histórico, Varadouro, Jaguaribe, Roger, Tambiá, em praças e corredores centrais, além do Parque da Lagoa.

“Realizamos estudos diuturnamente. Fazemos ultrassom em árvores, monitorando, fazemos tratamento para cupim à base de descupinização com barreira química. Quando é nas calçadas das casas, a população precisa avisar. Vamos lá, podamos, fazemos assepsia”, explicou.

O fungo se prolifera mais no tempo seco, mas entre os locais onde há árvores que apresentam o problema atualmente está a Avenida Hilton Souto Maior, depois do Shopping Mangabeira, no sentido praia. As árvores, conforme Anderson Fontes, estão secando.

No Parque da Lagoa, as duas árvores ‘doentes’ ficam próximas à pista de skate. Elas receberam produto para tratamento. “Estão secas e estamos esperando reação. Não cortamos de primeira. Ficamos aplicando o produto, mas elas correm o risco de serem retiradas. Neste momento, é como se estivessem numa UTI. Já plantamos algumas lá perto”, disse.

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