segunda, 23 de outubro de 2017
João Pessoa
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Dom Aldo disse que é o momento dos cristãos passarem a aceitar opiniões diversas

Lucilene Meireles / 25 de março de 2016
Foto: Nalva Figueiredo
“Desde que o mundo é mundo, temos dentro de nossa natureza humana uma corrupção, uma contradição violenta”. Foi o que afirmou ontem, o arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto. Mesmo se resguardando de falar sobre a corrupção no Brasil, ele declarou que a expectativa da Igreja é que a situação se esclareça e que os culpados sejam punidos. Hoje, a partir das 6h, acontece a Via Sacra, no Centro de João Pessoa.

Para o arcebispo, é uma realidade o fato de todas as pessoas serem ‘corruptas’. “Queremos fazer o bem e acabamos não fazendo aquele bem. Parece que seguimos determinados instintos animais de destruição e de competição. Essa impulsividade é inata em nós. O cristianismo ou outras denominações, de uma ou de outra forma, tentam superar essa contradição violenta existente em nós, tentam nos educar ou reeducar para a convivência social e familiar”, analisou. Diante do cenário de intolerância das pessoas por conta de opiniões divergentes em relação à atual situação do país, o arcebispo foi enfático. “É o momento de podermos nos reeducar para aceitar opiniões diversas. Porém, com conhecimento de causa. Inevitavelmente, essas polêmicas estão na rua e não vão acabar tão cedo”, afirmou. Ele destacou que este é um momento de contemplação das contradições, que deve ser superado pelo perdão, misericórdia e compreensão das pessoas. Segundo ele, o clima é de de violência generalizada e, com as obras de misericórdia, espirituais e corporais, é possível fazer parte das soluções e da superação da corrupção e da violência generalizada. “A humildade é um sinônimo aperfeiçoado da verdade. Humildade quer dizer reconhecimento dos limites e das potencialidades que todos nós temos”.

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