quarta, 20 de novembro de 2019
João Pessoa
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Crianças exploradas enfrentam os riscos do trânsito para ganhar ‘trocados’

Katiana Ramos / 25 de janeiro de 2017
Foto: Nalva Figueiredo
Desde 2014, a exploração da mão de obra infantil vem crescendo na Paraíba e as ruas de João Pessoa viraram novamente ponto de concentração para a exploração do trabalho de crianças e adolescentes menores de 14 anos. Seja na orla ou no Centro da capital, meninos e meninas que ainda nem chegaram a adolescência enfrentam os riscos do trânsito e o sol forte do Verão em troca de alguns ‘trocados’. Até 2015, 41 mil pessoas, de cinco aos 14 anos, trabalhavam na Paraíba.

É durante a estação mais quente do ano que coincide ainda com o período das férias escolares, que a exploração do trabalho ilegal de crianças e adolescentes torna-se mais visível no Estado, sobretudo na zona urbana dos grandes municípios. A constatação é do Ministério Público do Trabalho.

Em João Pessoa, as praias e as feiras livres são as áreas onde é mais recorrente a presença de crianças e adolescentes trabalhando. No entanto, o trabalho de ‘flanelinha’, feito por crianças, tem sido visto com mais frequência. Nas proximidades do Busto de Tamandaré, entre os bairros de Tambaú e Cabo Branco, um grupo de meninos aguarda o semáforo fechar para oferecer aos motoristas o serviço de limpeza nos veículos. O mesmo quadro se repete nas proximidades do Teatro Santa Roza, no Centro da cidade.

“Antes só tinham os maiores, adolescentes. Mas, desde o fim do ano passado que essas crianças têm aparecido nesse sinal”, disse a servidora pública Joana Oliveira, que mora nas proximidades. As crianças apontadas por ela aparentam menos de dez anos de idade. Até 2015, segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), 5 mil crianças, na faixa etária entre 5 e 9 anos, trabalhavam na Paraíba. Destas, 2 mil desempenhavam funções não-agrícolas. Ou seja, eram exploradas na zona urbana. A pesquisa foi divulgada em novembro do ano passado.

Ações do Governo. A secretária de estado de Desenvolvimento Humano, Aparecida Ramos, informou que os Centros Sociais Urbanos mantidos pelo governo do Estado oferecem atividades para crianças e adolescentes em situação de risco para o trabalho infantil. Além disso, a secretária adiantou que os municípios também recebem recursos do governo estadual para desenvolver ações de combate ao trabalho infantil.

tério de “saúde”. “Água para beber de casa é para trazer mesmo, até por uma questão de saúde. Quando começou a questão da H1N1 orientamos para que cada um utilizasse a sua garrafinha. Diminuímos o número de filtros por uma questão de saúde”, argumentou.

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