segunda, 21 de setembro de 2020

João Pessoa
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Cinzas da família morta na Espanha são enterradas

Katiana Ramos / 12 de janeiro de 2017
Foto: Katiana Ramos
As cinzas da família de paraibanos que foi morta na cidade Pioz, na Espanha, em agosto de 2016, foram sepultadas na tarde de ontem, em João Pessoa. A cerimônia aconteceu em um cemitério, no bairro do José Américo, e contou com uma celebração ecumênica, da qual participaram familiares e amigos das vítimas.

Mesmo diante da tristeza, o adeus a família representou o fechamento de um ciclo para uma das tias de Marcos Nogueira, uma das vítimas.  “É uma dor muito profunda. Que não vai passar. Mas, é o fechamento de um ciclo. Creio que eles estão em paz e agora queremos que a justiça seja feita”, declarou Fátima Franca.

O apelo por justiça estava estampado em cartazes e em camisetas usadas pelos familiares de Marcos, Janaina Santos Américo e dos pequenos Maria Carolina e David, filhos do casal. Para Cília Conceição, avó de Janaina, o destino parece ter perdido o rumo tradicional dos fatos. “Jamais eu imaginei que passaria por um momento desse uma neta. O natural é os pais, avós, os mais velhos, irem antes. É muito sofrido”, comentou.

Um dos religiosos presentes no velório foi o administrador da Arquidiocese da Paraíba, Dom Genival Saraiva, que transmitiu uma mensagem de esperança aos familiares de Marcos Nogueira e Janaína Américo. “Que as lágrimas que essas pessoas derramaram e que vocês derramam hoje sejam a esperança da misericórdia e justiça de Deus”, disse o religioso.

Relembre o caso

Os corpos da família de paraibanos foram encontrados pela Guarda Civil de Pioz, na Espanha, em 17 de setembro de 2016, após a denúncia de um vizinho. O sobrinho de Marcos Nogueira, Patrick Gouveia, de 20 anos, assumiu ter matado a golpes de foice e depois ter esquartejado o casal e as duas crianças. Ele está no presídio de Estremera, na Província de Madri, onde aguarda julgamento.

As investigações da Polícia Civil no Brasil apontaram ainda um possível envolvimento de Marvim Henriques, de 18 anos, como partícipe na chacina. Segundo as investigações, o estudante teria conversado com Patrick, via Whatssup, instantes após a morte de Janaina e dos dois filhos, e ele teria conhecimento de que o autor do crime iria executar o tio, Marcos Nogueira. Marvim Henriques ficou detido por 32 dias no Presídio Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB-1, em João Pessoa, mas foi solto no dia 30 de novembro do ano passado e aguarda julgamento em liberdade.

 

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