sábado, 05 de dezembro de 2020

João Pessoa
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Caminha Plus Size alerta contra o preconceito aos gordinhos

Bruna Vieira / 05 de setembro de 2016
O Parque Sólon de Lucena recebeu ontem (04) a 1ª Caminhada Plus Size Paraíba. O objetivo é chamar atenção da população quanto ao preconceito com os gordinhos e estimular o resgate da autoestima de quem está acima do peso. O grupo organizador reúne cerca de 20 garotas de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita e Conde. O preconceito ocorre na rua, na escola e até em casa.

A modelo Maluh Vinagre fundou o Movimento Plus Size Paraíba há menos de dois meses para ajudar as jovens a superar complexos da obesidade e explicou porque o grupo promoveu a caminhada. “Depois que eu me tornei Miss, muitas meninas começaram a me procurar nas redes sociais e decidi criar o Movimento. O importante é manter a autoestima em alta e estar bem consigo mesma. Depois da revitalização, o Parque da Lagoa ficou lindo e é o novo point turístico de João Pessoa. Além disso, as caminhadas geralmente acontecem na orla, mas resolvemos inovar já que lá tem espaço para praticar atividades físicas e até profissionais que vão acompanhar os participantes. Toda a população independente do peso foi convidada”, destacou.

Maluh é a Miss Plus Size Paraíba e recebeu o título de a “Mais bela gordinha da Paraíba”. O estigma do peso é motivo de preconceito pelo outro e por si mesmo. “O Movimento não é só busca de modelo, é conscientização da população que gordinha pode tudo. Muitas meninas não se aceitam, não usam roupa de ginástica. A caminhada chama atenção das pessoas por verem tantas fofas juntas. Ainda tem gente que olha diferente por usarmos certas roupas. Quanto mais olham, mais vestimos, é nossa defesa. As pessoas tem que entender que não existe padrão de beleza, nunca existiu, ou Deus teria feito todo mundo igual”, disse a estudante de Design de Moda.

Kallyne Araújo, membro do grupo ressaltou a importância do apoio familiar. “A ditadura do padrão magro faz com que as meninas sofram. Muitas relatam bullying na escola e até em casa. Muitos pais não aceitam e assim elas mesmas não se aceitam, se acham feias, não gostam de celulite, não usam saia ou short, não vivem, se privam. É uma autodiscriminação. O apoio familiar é fundamental. O homem também tem problema de autoestima e encontra mais dificuldades para comprar roupas, embora o mercado esteja mais amplo, só que mais para moda jovem e feminina. Pensamos em mais ações além da caminhada”, contou a técnica em radiologia.

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