quarta, 25 de novembro de 2020

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Camelôs: prefeitura não quer ambulantes nas ruas, mas para onde eles vão?

Bruna Vieira / 15 de janeiro de 2016
Foto: Nalva Figueiredo
O conflito entre camelôs e prefeitura é histórico e a solução definitiva ainda não chegou. Porém, apesar de acharem que a rua é o lugar deles, os ambulantes querem uma ‘casa’. Além da ideia da construção de um shopping popular no viaduto da Rua Miguel Couto, eles também propuseram a criação uma rua sem tráfego, exclusiva para o comércio, como a 25 de Março, em São Paulo. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) levará as propostas ao prefeito Luciano Cartaxo.

A ideia é que o viaduto seja totalmente coberto, a exemplo do Terceirão. “Ou arrumar o shopping do Varadouro, que tem 450 lojas vazias e expandir a área externa. Enquanto não constrói, sugerimos levar todo mundo para uma única rua, uma espécie de shopping a céu aberto, que poderia funcionar na Rua Santos Dumont ou na Comendador Souto Maior, que caberia mais gente”, informou a presidente da Associação dos Ambulantes e Trabalhadores em Geral da Paraíba (Ameg), Márcia Medeiros.

Propostas em análise. A Sedurb informou que todas as propostas estão sendo analisadas e serão levadas ao prefeito Luciano Cartaxo. Até o fim do mês, os comerciantes terão uma resposta. Porém, a realocação pode demorar mais tempo. Por enquanto, eles permanecem nas ruas. A Sedurb intensificou as fiscalizações, que tem como objetivo verificar se os camelôs estão atrapalhando o fluxo de pedestres.

O acordo feito em dezembro é que 60 ambulantes trabalhariam na Rua do Sapateiro e na Miguel Couto, cada um portando apenas um painel. Quase 250 estão cadastrados na Sedurb, na área do Centro, mas, nem todos estavam causando problemas, informou a assessoria da Sedurb.

População diverge. A cabeleireira Maria da Penha da Silva, diz não se incomodar com a comercialização feita na rua. “Sinceramente, o espaço ocupado não é tanto assim. Eles estão trabalhando para sobreviver. Só porque fica mais apertado para passar não incomoda. Não é só tirar da rua, tem que ter uma solução boa para eles”, opinou.

Já o operador de máquinas, Jailson Nunes, acredita que isso é um problema. “Deveria ter um lugar próprio para eles. Atrapalha demais, tanto para quem passa a pé, quanto quem procura um lugar para estacionar. É ruim”, comentou.

2 mil...

...é o número de ambulantes cadastrados na Associação dos Ambulantes da Paraíba

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