segunda, 14 de junho de 2021

João Pessoa
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Brincadeiras sem tecnologia: crianças se divertem longe dos jogos de computador

Érico Fabres / 12 de outubro de 2015
Foto: Assuero Lima
Por alguns dias, as crianças de hoje, reviveram a infância de seus pais. Largaram os videogames, internet, celulares e foram no pula-pula, pintar o rosto, pular corda, comer algodão doce. Desde sábado, os pequenos deixaram de lado as tecnologias e foram curtir o que um dia foi a realidade da grande maioria, algo raro hoje, pois lan houses e casas ou apartamentos estão mais atrativas com seus videogames, computadores e internet do que parques e atividades ao ar livre. Nesse domingo (11), a comemoração antecipada do Dia das Crianças teve eventos na Estação Ciência e Espaço Cultural José Lins do Rêgo.

No Espaço Cultural, Felipe Ribeiro Coutinho e a mulher, Larissa, levaram os filhos Jorge Luiz, 5 anos, e Lara, de três, para a apresentação do coro infantil da Paraíba. Até parte da manhã, não tinham conseguido ingresso para o Planetário, onde pretendiam também conhecer, para a decepção da filha. “Eles queriam mesmo ir ao Planetário, mas parece que os ingressos se esgotaram, mas vamos tentar, se não der vamos para a Estação Ciência brincar um pouco mais com eles lá e amanhã (hoje) vamos ao aeroclube”, contou o pai.

Na Estação Ciência, o menino Ray de Lima, 11 anos, filho da servente do local, Roseana de Lima, pintou o rosto e foi brincar no pula-pula, colorir figuras, pular corda. Com problemas na fala, o garoto, por um dia, não se ressentiu disso, pois estava em um lugar onde a linguagem da alegria era entendida por todos e notada no brilho do olhar das crianças. “Ele nunca sai de casa, hoje veio aqui com dois dos três irmãos e está adorando”, contou a mãe, com um sorriso no rosto.

A assessora pedagógica da prefeitura, Indiaci Martins, disse que os dois dias de atividades na Estação Cabo Branco puderam resgatar um pouco do que ficou no passado, algo que ficou perdido no Mungo tecnológico de hoje. “O melhor de tudo é que as crianças brincam como se fosse uma novidade e os pais participam e revivem o passado”, conta.

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