terça, 16 de julho de 2019
João Pessoa
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Barreira está sendo engolida e não pode mais esperar

Lucilene Meireles / 11 de junho de 2016
Foto: Assuero Lima
Há um ano e sete meses, os veículos passavam na Rua João Cyrillo, beirando a barreira do Cabo Branco. Hoje, no trecho interditado em novembro de 2014, se forma uma cratera que já engoliu, aproximadamente um metro da ciclofaixa. A cena dá a ideia da rapidez com que a erosão está destruindo esse cartão-postal. O último projeto do governo municipal para conter a destruição foi apresentado em março de 2015. A Prefeitura diz que aguarda licenças de órgãos ambientais e do patrimônio.

Para o personal trainer Allan Denizard, que pedala com frequência no trecho, o descaso com a barreira é total. “São anos e anos desse jeito. Cada vez a barreira vai caindo mais. Tinha uma mureta e agora sumiu. Não há vegetação para segurar e, o pior, o projeto não sai do papel. Ficam jogando de um prefeito para outro. Se não fizeram nem o acesso para os veículos depois da interdição, imagine isso, que deve custar muito mais”, constatou.

O secretário adjunto de Comunicação de João Pessoa, Eduardo Carneiro, explicou que a obra foi dividida em duas partes, uma terrestre e a outra no mar. A etapa terrestre está em execução e consiste na mudança do tráfego sobre a barreira, iniciada com a interdição da passagem de veículos nos trechos mais próximos à barreira para reduzir o impacto. Esta parte prevê também a pavimentação das vias que passaram a ser utilizadas com a mudança.

As intervenções no mar precisam de autorizações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Sudema e Ibama. As ações só poderão ser iniciadas após a liberação desses órgãos. O promotor do Meio Ambiente, José Farias, disse que preferia não comentar o assunto até que haja alguma novidade. A reportagem não conseguiu ouvir o prefeito Luciano Cartaxo, nem a secretária de Planejamento, Daniella Bandeira.

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