quinta, 21 de janeiro de 2021

João Pessoa
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Bandidos se entregam à polícia após fazerem 14 pessoas reféns em agência dos Correios

Ana Daniela Aragão / 27 de abril de 2016
Foto: Raniery Soares
Após quase três horas de negociação, três assaltantes liberaram 14 pessoas entre funcionários e clientes de uma agência dos Correios de Cruz das Armas, na Capital, após uma tentativa de assalto, na manhã desta quarta-feira (27). Um deles é o Francisco Adriano Avelino, procurado pela participação no assalto da agência de Juarez Tavora, agreste da Paraíba. Os outros dois são suspeitos de ser foragidos de um presídio do Rio Grande do Norte. Os bandidos foram presos e vão responder por crime contra o patrimônio, porém o comandante do Policiamento Regional Metropolitano, coronel Lívio Delgado, afirmou que mais homens deviam estar no local e fugiram quando viram a ação da polícia.

A ação começou quando policiais da patrulha do bairro avistaram um homem com uma arma em frente agência e acionaram reforços. “O homem entrou na agência quando viu a viatura. Os outros dois já estava dentro. Ele chegou a subtrair a arma de um dos seguranças”, disse.  O prédio foi cercado por policiais militares e federais além de agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais da PM (Gate) e os dois sentidos da avenida foram bloqueados.

Os bandidos fizeram algumas exigências a polícia e, em troca, os reféns seriam liberados. Foram elas: a presença da imprensa, os Direitos Humanos e a Polícia Federal. Segundo o coronel, o ritual de rendição deveria ser feito com a liberação de cada refém e as armas colocadas no chão. “Eles não fizeram como combinado. Deixaram as armas com as vítimas e foram liberadas. Mas elas estavam descarregadas. A invasão é uma das últimas alternativas neste tipo de ação que se deve prezar e garantir a segurança dos reféns. Terminou tudo bem”, disse.

Desespero

Um dos reféns, Alisson Júnior, afirmou que quando saiu de casa, não imagina que isto iria acontecer com ele. “Foi desesperador, mas no final acabou bem. Eles chegaram com calma, sem fazer ameaça, mas a gente não espera por isso”, declarou

César Costa e Silva é pai de um dos seguranças do local, Cleison Costa e Silva. “Eu fiquei sabendo do assalto e corri para o local. Não consegui falar com ele desde a hora que tudo acabou”, contou.

A mãe de um dos clientes, que pediu pra não se identificar, afirmou que o filho saiu de casa avisando que ia pagar umas contas e depois de um tempo ficou sem dar notícias. “Eu comecei a ficar preocupada. Eu já estava por perto e vi o tumulto. Quando eu soube, fiquei desesperada. Não conseguia falar com ele. Só o vi no final”, disse.

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