terça, 25 de junho de 2019
João Pessoa
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Autoridades ficam na base do diálogo e erosão na Barreira do Cabo Branco avança

Rammom Monte / 10 de agosto de 2016
Foto: Assuero Lima
Conversas, conversas e mais quatro horas de conversa. Este foi o resultado prático do I Fórum Cabo Branco Para Sempre, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (10), no Auditório da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur). O encontro, que tinha como objetivo discutir soluções para frear a erosão na Barreira do Cabo Branco, contou com representantes do Grupo Amigos da Barreira (GAB), Universidade Federal da Paraíba e a secretária de Meio Ambiente de João Pessoa, Daniela Bandeira. Após mais de quatro horas, o consenso entre as duas partes foi só um: um bom diálogo.

A secretária Daniela Bandeira falou sobre um projeto desenvolvido pela Prefeitura de João Pessoa para conter o avanço da erosão e tratou sobre a importância do encontro.

“Dialogar. A importância reunião de hoje foi manter o diálogo permanente sobre um projeto que é tão emblemático. Existe um projeto executivo desenvolvido há aproximadamente dois anos pela Prefeitura de João Pessoa que traz uma proposta de intervenção em quatro pilares: a drenagem da área continental naquela faixa, o erroncamento, que significa colocação de pedras no sopé da barreira, a engorda de praia e a colocação de quebra-mares, arrecifes artificiais a 300m da costa. Essa é a proposta e nessa proposta estamos discutindo agora. Foi submetida ao primeiro licenciamento ambiental, a primeira etapa, recebeu a licença prévia e agora vamos partir para as outras etapas”, explicou.

Quando perguntada sobre quando o processo irá sair do papel para se tornar concreto, a secretária se esquivou. “O quanto antes. É um debate quente que precisa ser amplamente feito e nesse sentido a gente vai trabalhar com a melhor perspectiva de prazo possível”, revelou a secretária, afirmando que o projeto está orçado em R$ 81 milhões.

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Grupo Amigos da Barreira

Se o diálogo foi tratado por um lado como algo positivo após a reunião, o outro lado não tratou diferente. Para o presidente do Grupo Amigos da Barreira, Ricardo Lombardi, o diálogo diário é de extrema importância.

“A importância da reunião é uma continuidade com tantas outras já realizadas e nesta continuidade fica patente que estamos evoluindo enquanto sociedade civil, cobradora e fiscalizadora das obras de uma melhor qualidade de vida da cidade. É um exercício praticamente diário de cidadania e tivemos pela primeira vez a chegada, a convite nosso, da secretária Daniela com a qual estamos tendo um bom relacionamento técnico em termo da revitalização da barreira e a conclusão que mais uma vez se chega é que precisa um debate técnico, como foi proposto. Não há ainda um consenso. Corremos contra o tempo e cada vez mais”, explicou.

Apesar dos inúmeros problemas ocasionados por conta da própria natureza, Ricardo elencou as ações do homem como principal fator de destruição da barreira. “A natureza, a gente tem que conviver com ela, mas o principal causador é o bicho homem, que quando foi feito aquela subida de asfalto, não tínhamos esta visão do meio ambiente, de proteger, hoje a gente que foi ou está sendo danoso. O pensamento sempre é arrumar vagas para automóveis, asfalto em falésia não vai dar liga nunca. Nós é que somos responsáveis diretos por isto, além da entropia do universo”, finalizou.

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