quinta, 04 de março de 2021

João Pessoa
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Atuação das doulas em JP volta à pauta na Câmara

Redação com assessoria / 14 de setembro de 2015
Foto: Nalva Figueiredo
A atuação das doulas nas instituições de João Pessoa volta à pauta da Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (14), às 15h. O Projeto de Lei 907/2015 é de autoria do vereador Fuba (PT) e trata da regulamentação das mulheres que dão suporte emocional para as gestantes antes, durante e após o parto. O tema será debatido em uma Audiência Pública.

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“Essa Audiência Pública acontece para que a sociedade saiba a importância das doulas no acompanhamento das gestantes. Essas mulheres estão ali para fazer pequenos gestos, que são grandiosos para a futura mãe, como segurar a mão, falar palavras de encorajamento e se for o caso fazer algum tipo de massagem para amenizar as dores. Estamos convidando diversos segmentos, assim como as próprias doulas e mulheres que foram assistidas por elas e tiveram um parto mais tranqüilo, para participarem deste momento”, explicou o vereador.

O Projeto de Lei 907/2015 surge para garantir que essas acompanhantes tenham acesso às instituições médicas privadas e públicas da Capital paraibana, assim como determina que as doulas não poderão, em hipótese alguma, executar alguma ação que seja de responsabilidade dos profissionais de saúde que atuam durante o parto. “Queremos apenas deixar claro qual o papel das doulas, e desta forma contribuir para que no momento do parto haja a harmonia entre todos os envolvidos. Sabemos que o apoio emocional que as doulas proporcionam para as futuras mamães se reflete no momento de dar a luz, o que normalmente acontece de uma forma mais tranquila”, acrescentou o líder da bancada da PT na CMJP.

A presença das doulas, que são voluntárias, no Instituto Cândida Vargas (ICV) fez com que entre 2013 e 2014 os partos normais passassem de 51,8% para 54,12%. Ainda na mesma maternidade, a presença delas também representa uma redução em 20% na duração do trabalho de parto, diminuição de 60% nos pedidos de anestesia e redução de 40% no uso de oxitocina e do fórceps.

 

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