domingo, 19 de maio de 2019
João Pessoa
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Chuvas e vento forte provocaram queda de 25 árvores

Lucilene Meireles/Katiana Ramos/Portal Correio / 29 de março de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
As chuvas e o vento forte que ocorreram na última quarta-feira (27), em João Pessoa, provocaram a queda de 25 árvores em vários bairros e contribuíram para acelerar o desabamento de parte de uma ruína próximo à estação ferroviária, no Varadouro. “As rajadas de vento chegaram a 21 km/h e o solo molhado também devem ter colaborado para essas ocorrências”, explicou Noé Estrela, coordenador da Defesa Civil do município.

De acordo com o engenheiro agrônomo e diretor de Arborização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam), Anderson Fontes, além dos ventos fortes, as árvores que tombaram estavam com as copas cheias e muitas com as raízes cobertas por cimento, no caso das localizadas nas calçadas.

“Esses ventos foram uma situação atípica para esse período. As copas frondosas contribuíram para o desequilíbrio das árvores e, além disso, algumas árvores estavam com sistema radicular coberto por cimento, algo que nos preocupa muito porque impermeabiliza o solo”, explicou Anderson Fontes. Ele lembrou ainda que, em 2018, 40 árvores tombaram em João Pessoa e a cidade, segundo o engenheiro, está entre as capitais do País onde é mais raro esse tipo de situação.

Ferrovia interditada. Nessa quinta-feira (28) pela manhã, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) suspendeu o tráfego entre as estações João Pessoa e Mandacaru, por conta do desabamento de parte de uma ruína às margens da via férrea.

“A edificação ameaça ruir e por questão de segurança a Companhia decidiu interromper a passagem do trem no local. A Defesa Civil já foi acionada. O tráfego ferroviário está normal entre Santa Rita/João Pessoa e Mandacaru/Cabedelo e vice versa”, informou a CBTU.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, Noé Estrela, explicou que nesta sexta-feira (29) serão colocadas escoras no imóvel para evitar novos deslizamentos e para viabilizar a liberação da via férrea. Ainda segundo ele, a Defesa Civil está fazendo uma análise geral do imóvel e tomará as medidas necessárias para que a estrutura não apresente mais riscos.

Bairros

Os registros de árvores tombadas, algumas de grande porte, foram feitos nos bairros de Jaguaribe, Cristo Redentor, Rangel, Manaíra e Mangabeira, mas ninguém ficou ferido.

Inclinadas sobre cerca

Ainda na quarta-feira (27), uma árvore de pequeno porte tombou, na Avenida Dom Pedro II, sobre a ciclovia, próximo à passarela. Quem passa no local diariamente, sabe que a queda de uma árvore pode representar um grande perigo, principalmente se for uma espécie maior. Pedestres e motoristas reclamam que há árvores inclinadas sobre a cerca e o perigo de queda aumenta com a chuva.

“Moro em Mangabeira e trabalho no Centro. Passo todos os dias na Pedro II. Sempre observo as árvores e confesso que tenho uma certa preocupação, porque sei que já aconteceram acidentes com morte ali. Acho que os responsáveis deveriam podar as árvores com mais frequência para diminuir o risco de uma delas cair”, observou a enfermeira Flávia Silva.

A gestora do Jardim Botânico Benjamin Maranhão (JBBM), Suênia de Oliveira, explicou que a árvore caiu após a passarela e, portanto, em área do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “Mesmo assim, foi enviada uma equipe para desobstruir a passagem. Sempre quando necessário, é feito um serviço de poda, principalmente nas árvores próximas à cerca do Jardim Botânico”, destacou.

A mureta e o alambrado que cercam toda a Mata do Buraquinho estão em condições precárias, com buracos feitos por vândalos, que permitem a entrada de pessoas não autorizadas, e outros que surgiram após a queda de árvores. De acordo com Suênia de Oliveira, a ação de vândalos, o tombamento de árvores e acidentes com veículos são os fatores que contribuem para a deterioração do alambrado. "Grande parte da destruição da cerca se deu por conta de colisões de veículos contra a mureta".

Ainda segundo a gestora do Jardim Botânico, um novo processo de licitação para a escolha de uma nova empresa para realizar o serviço de poda está em andamento.

Saiba

A última poda feita no Jardim Botânico foi realizada no ano de 2014.

Serviço de poda programada

A Secretaria de Meio Ambiente (Semam) realiza o serviço de Poda Programada, que contribui para a preservação e recuperação das árvores. Além disso, atua também como prevenção, evitando que o número de árvores que caíram nesta quarta-feira fosse ainda maior. Desde o início do ano, as equipes da Semam realizaram podas em mais de mil árvores, uma média de 350 podas por mês.

A Poda Programada é feita por meio de planejamento, acompanhada por técnicos da Divisão de Arborização e Reflorestamento (Divar) da Semam. Já os técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) são responsáveis pelas podas mais urgentes e pontuais, de árvores com risco de queda. Para todas as situações é necessário o laudo dos técnicos da Semam, autorizando a poda.

O secretário de Meio Ambiente, Abelardo Jurema Neto, afirmou que preservar e recuperar árvores é prioridade e, para isso, são feitos diversos esforços. “Todos somos envolvidos com o cuidar do nosso patrimônio ambiental”, concluiu. Na Poda Programada, as árvores são avaliadas. Os técnicos observam se a planta está atingida por fungos ou cupins e como a raiz se comporta em relação ao solo.

SERVIÇOS

-Denúncias/solicitações/Poda Programada - Semam

Contato: 3264-1680

Horários: Das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Dias: De segunda a sexta-feira.

 

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