terça, 16 de julho de 2019
João Pessoa
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Ambulantes que foram retirados do Parque da lagoa ocupam outras vias

Lucilene Meireles com assessoria / 15 de maio de 2019
Foto: Assuero Lima
Os ambulantes que foram retirados do Parque da Lagoa, em João Pessoa, estão ocupando as vias perpendiculares, como a Santos Dumont e Santo Elias. A expectativa deles é que a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) providencie um local para abrigá-los, mas a PMJP alertou que eles não podem permanecer nessas áreas e que é necessário procurar a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) para se regularizarem.

Erivan Ramos é ambulante e atuava no Parque da Lagoa há quatro anos. Ele contou que após a saída do local, tinha que encontrar um ponto para trabalhar, e as ruas próximas foram a opção. “Passamos 15 dias sem trabalhar e não podemos ficar parados. Foi muito prejuízo nesse tempo. A esperança é que a Prefeitura resolva para que a gente possa trabalhar tranquilo”, disse.

Assim como ele, o ambulante Ricardo Gomes espera uma solução. Ele afirmou que a Associação dos Ambulantes e Trabalhadores em Geral da Paraíba (Ameg) elaborou um projeto que prevê um shopping a céu aberto. “Foi protocolado na Prefeitura há cinco anos e nunca mais se falou no assunto”, lamentou. Antônio Figueiras de Andrade, que atua no Centro há uma década, diz que tudo é incerto. “Não sabemos para onde vamos e eu não tenho fé que alguma coisa que consigam um local. É muita promessa e nenhuma é cumprida”, constatou o ambulante.

A Sedurb informou, através da assessoria de comunicação, que os ambulantes não têm autorização para ocupar estas ruas. Eles devem procurar a Secretaria para que a situação seja regularizada. Quem está ocupando alguma via do Centro está irregular e sujeito às fiscalizações. A assessoria informou que o secretário recebeu representantes do Sindicato da categoria e há um diálogo avançado. Ressaltou ainda que é importante procurar a Sedurb.

De outros municípios. A Sedurb informou que a intenção não é prejudicar ninguém e que o cadastro é necessário para planejamento de relocação. Além disso, há pessoas de outros municípios, como Bayeux, Santa Rita, e a prioridade é para quem mora em João Pessoa.

A Secretaria esclareceu também que os comerciantes que possuem boxes em locais como o Centro de Comércio de Passagem (CCP) e Mercado Central, não poderão ficar na rua.

Ação nos semáforos. Nessa terça-feira, uma nova ação, coordenada pela Sedurb, retirou vendedores de frutas e verduras dos semáforos em vários bairros da Capital. Durante o trabalho, foram apreendidas cerca de três toneladas de alimentos que estavam em estado vulnerável de conservação. A ação aconteceu nos semáforos das Avenidas Maximiniano de Figueiredo, Epitácio Pessoa, Pedro II, Beira-Rio, e Retão de Manaíra, além de outros trechos do Bessa e do Brisamar.

Durante as vistorias, a Secretaria identificou que, além de irregular, a atividade tem incentivado as más condições de trabalho e apresenta riscos à população.“Identificamos precárias condições de trabalho, além disso, é importante ressaltar que essas pessoas não são vendedores ambulantes. São pessoas contratadas em situação precária, sem equipamentos de higiene ou segurança, e que são terceirizadas para comercializar de maneira irregular nas principais vias da cidade”, explicou Zennedy Bezerra, secretário da Sedurb.

De acordo com a Vigilância Sanitária, que deu o apoio à ação, os alimentos que estavam sendo comercializados nesses pontos apresentavam sérios riscos à saúde da população.

“Além de se tratar de um comércio clandestino, presenciamos as péssimas condições às quais os alimentos estavam expostos. O consumidor, além de estar sendo lesado com esse tipo de comércio, também está sujeito a consumir alimentos com riscos à saúde”, explicou Eliane Navarro, gerente da Vigilância Sanitária.

Destino dos produtos



Os alimentos apreendidos na ação nos semáforos foram encaminhados para o banco alimentar da Diretoria de Economia Solidária e Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). Os produtos vão passar por uma triagem e, os que podem ser aproveitados, serão destinados às famílias cadastradas na Sedes e a entidades como hospitais, casas de acolhida e cozinhas comunitárias. Já os que não estão em condições nutricionais adequadas serão direcionados para a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur).

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