quinta, 26 de novembro de 2020

Cidades
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João Pessoa e Campina Grande estão longe de serem cidades inteligentes

Érico Fabres / 09 de julho de 2017
Foto: Divulgação
Cidades inteligentes são as que conseguem se desenvolver economicamente ao mesmo tempo em que aumentam a qualidade de vida dos habitantes ao gerar eficiência nas operações urbanas, contando com a modernização para isso. Exemplos de uso das tecnologias digitais nas cidades incluem os pontos de ônibus inteligentes, que oferecem aos usuários previsões em tempo real da chegada do próximo ônibus e estacionamentos que identificam a presença de carros por meio de uma combinação de sensores de presença e comunicação sem fio, que possibilita aos condutores saber a disponibilidade de vagas em tempo real.

Na Paraíba, para as duas maiores cidade do Estado, João Pessoa e Campina Grande essa realidade está bem distante. A capital paraibana aparece em 47ª posição no ranking nacional das Smart Cities este ano, mantendo a queda que ocorreu de 2015 para 2016, quando passou de 29º para a atual posição. Já Campina Grande caiu da 84ª posição, em 2016, para 97ª este ano.

Apesar de esforços das administrações municipais, em alguns projetos pontuais, o presidente da Associação Nacional para Inclusão Digital (ANID), Percival Henriques afirmou que é preciso começar do zero para que uma mudança ocorra.

Percival crê que uma Cidade Inteligente pode fazer as pessoas pouparem tempo e correrem menos riscos. “Se a pessoa sabe o horário exato que um ônibus vai passar, ela vai pra lá somente na hora, não precisa ficar meia hora esperando correndo o risco de ser assaltada. A mesma coisa num hospital, se a pessoa têm acesso ao movimento do local, já nem perde tempo indo lá e vai para outro, que possa atendê-lo mais rapidamente”, diz ele, que também alerta que o novo modelo pode servir também para identificar epidemias, através de agentes de saúde quando identificam algum caso de enfermidade endêmica.

O presidente da Anid diz que já existe muita coisa em atividade que fará parte de uma futura Cidade inteligente e exemplifica com o próprio Uber, onde a pessoa pode identificar onde está seu transporte, quanto tempo demora a chegar, o que pode ser adaptado para os ônibus.

João Pessoa irá sediar nos dias 9 e 11 de agosto, a Expotec 2017, que será realizada no Centro Convenções e cujo tema principal são as ‘Cidades Inteligentes’.

Tecnologia movimenta US$ 4 bi

A tecnologia movimenta cerca de US$ 4 trilhões/ano no mundo, porém o Brasil participa apenas com 5% disso. Enquanto na maioria dos países evoluídos, as ‘smart cities’ devam estar bem consolidadas em 2020, em terras tupiniquins essa realidade só deve começar a acontecer em 2023 - três anos de atraso é a média do País em relação à adoção das novas tecnologias em comparação com os países mais avançados.

Embora ferramentas utilizadas pela sociedade para a comunicação, transporte, entretenimento e diversas outras atividades cotidianas tenham se transformado rapidamente e hoje, com a ampliação dos serviços oferecidos por plataformas web e aplicativos, sejam muito diferentes do que eram há 10 ou 15 anos, principalmente no Brasil, ainda está em fase inicial o processo de criação de meios de sustentabilidade, melhoria das condições de existência das populações e fomento de uma economia criativa pela gestão baseada em análise de dados.

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