segunda, 25 de janeiro de 2021

Cidades
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João Pessoa é a 4ª capital onde mais se mata jovens

Érico Fabres e Ainoã Geminiano / 14 de outubro de 2017
Foto: Ilustração Correio
João Pessoa é a quarta posição, entre as 27 capitais brasileiras, com maior taxa de assassinatos de jovens, antes dos 19 anos de idade, perdendo apenas para Fortaleza, Maceió e Vitória (10,94, 9,37 e 7,68 respectivamente). O índice da capital paraibana é de 7,34 mortes por cada mil jovens — ou seja, para cada mil adolescentes que completam 12 anos, mais de sete são vítimas de homicídios antes de chegar aos 19 anos. e parceiros, que ainda colocam a Paraíba como o 6º maior índice entre os estados.

Nos demais municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, a taxa de assassinatos de jovens chegou a 3,65. Se nada mudar, 43 mil jovens poderão ser mortos até 2021. O Nordeste registra mais de seis mortes a cada mil. O índice alcançado na região representa um aumento maior que o dobro desde 2005. Segundo a pesquisa, em quase todos os estados da região, com exceção de Pernambuco, há pelo menos dois municípios com índices superiores a 6, apresentando o IHA médio mais elevando — 6,5. Se a situação não melhorar, 16,5 mil jovens nordestinos poderão ser mortos de 2015 a 2021.

O secretário de segurança da Paraíba, Cláudio Lima, comentou a pesquisa e disse que os assassinatos de jovens é uma realidade em todo Brasil, atingindo com maior incidência a faixa etária entre 15 e 19 anos. Disse também que a situação da Paraíba em 2014 - ano base da pesquisa, era mesmo muito ruim, mas que muita coisa mudou de lá pra cá. “Temos vários estudos, inclusive feitos por instituições que não têm nenhuma ligação com Estado, a exemplo da USP (Universidade de São Paulo), que mostram uma queda significativa nos índices de violência na Paraíba, inclusive os crimes que atingem os jovens”, disse. O secretário também destacou que, no estudo realizado pela USP há vários anos, a Paraíba subiu 11 posições em um ranking nacional de violência.

Principal alvo. Os cálculos do IHA também abordam parâmetros de gênero, cor, idade e meio utilizado no homicídio. Em 2014, os adolescentes do sexo masculino tinham um risco 13,52 vezes superior ao das adolescentes do sexo feminino, e os adolescentes negros, um risco 2,88 vezes superior ao dos brancos. As chances de ser morto por arma de fogo é 6,11 vezes maior do que por outros meios.

Os adolescentes assassinados eram, em sua maioria, pobres – 67,1% viviam em lares com renda familiar entre um e dois salários mínimos – e 70% estavam fora da escola há pelo menos seis meses.

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