domingo, 17 de janeiro de 2021

Cidades
Compartilhar:

Instalação de paredes de vidro causa nova polêmica no Pavilhão do Chá

Lucilene Meireles / 05 de fevereiro de 2017
Foto: RAFAEL PASSOS
A instalação de ‘paredes’ de vidro pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP) no Pavilhão do Chá, localizado na Praça Venâncio Neiva, Centro da Capital, vem gerando conflito entre o Poder Municipal e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep). O problema é que a construção é tombada e não poderia ter sofrido qualquer mudança em suas características originais. O Iphaep diz que a PMJP acatou a sugestão de devolver o aspecto original ao local. Já a Prefeitura diz que a obra foi concluída antes do embargo. O caso está na Justiça.

A diretora executiva do Iphaep, Cassandra Figueiredo, confirmou que a obra continua embargada. “Existia um projeto da Prefeitura para o local que foi rejeitado pelo Conselho do Patrimônio Histórico do Iphaep. Eles colocaram novamente para apreciação da mesma forma, contendo um vidro que impacta diretamente na visibilidade do prédio, nas características do imóvel que é tombado. O projeto foi rejeitado pelo Conselho e, mesmo assim, a Prefeitura continuou a obra”, explicou.

Conforme Cassandra,representantes da PMJP foram notificados a comparecerem ao Iphaep, mas ninguém apareceu e a obra não parou. “A gente embargou. Eles pararam, mas entraram com recurso e conseguiram continuar. Posteriormente, entramos com agravo e conseguimos novamente suspender a obra pela relevância que tem para a cidade. Agora está realmente parado e estamos em contato com a PMJP para discutir a melhor forma de estruturar o prédio para outras utilidades, sem agredir a questão das características”, disse.

O fato de ser um imóvel tombado não inviabiliza que haja qualquer atividade no local. Porém, a utilidade proposta foi de instalar um serviço da Prefeitura. O vidro seria para instalação de ar condicionado. O contato do Iphaep foi feito com a Secretaria de Planejamento (Seplan).

“Estamos aguardando um retorno. Depois de muita conversa, eles resolveram acatar a sugestão. Agora só resta marcar. Nossa grande preocupação é com a prostituição e drogas. Encaminhamos ofício à Prefeitura e temos outros mecanismos para orientá-los quanto ao uso do prédio”, completou.

O secretário de Infraestrutura de João Pessoa (Seinfra), Cássio Andrade, se limitou a dizer que a obra foi concluída antes do embargo.

Leia Mais

Relacionadas