quarta, 22 de novembro de 2017
Inclusão
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Cegos aprendem com auxílio da tecnologia

Sandro Alves de França, especial para o Correio / 25 de outubro de 2015
Foto: Nalva Figueiredo
A estudante paraibana Elisabeth Cardoso, o monitor Ibraim dos Santos Pereira, e tantos outros alunos cegos vislumbram novas oportunidades de crescimento pessoal depois de começarem a usar as tecnologias de comunicação (TICs). A ciência tem ajudado a quebrar a barreira do isolamento e a potencializar o aprendizado.

A coordenadora de Educação Especial da Prefeitura de João Pessoa, Suzi Belarmino, disse que dentre os mil alunos da Capital, 80 têm deficiência visual total ou baixa visão. Ela ressalta o papel das TICs na inclusão e no desenvolvimento desses estudantes.

Inclusão. Para o presidente da Associação Nacional para Inclusão Digital (Anid), Percival Henriques, a inclusão digital só acontece quando atinge todos os públicos. “O desenvolvimento da tecnologia permitiu maior acessibilidade, mas essa tecnologia tem que chegar até aqueles que precisam. Ainda temos no Brasil cerca de 100 milhões de pessoas que não acessam a internet, além daquelas que podem acessar mas precisam de sites adaptados para as suas necessidades, como é o caso dos cegos”, defende.

Em João Pessoa, a Escola Municipal General Rodrigo Otávio foi eleita pela prefeitura para abrigar os alunos com cegueira total devido a estrutura e a tradição que tem para acessibilidade desses estudantes. Outra vantagem: a escola fica perto do Instituto dos Cegos. “Ela dispõe de uma sala recursos multifuncionais, com impressora braile e outros equipamentos”, destaca Suzi.

A professora Rosália Neves Silva, é uma das responsáveis por conduzir as atividades pedagógicas na sala de recursos multifuncionais. Outros três professores atuam em conjunto, na coordenação desta sala. São três professores cegos.

“As coisas que os professores escrevem no quadro, se enviassem para o nosso e-mail, nós poderíamos ler. Já que os alunos na sala fazem muito barulho e não conseguimos ouvir o professor. Então, ficaria bem mais fácil, pois não precisaríamos tanto de silêncio se tivéssemos com notebook e fone de ouvido. Seria bom”, disse Elizabeth Cardoso, 15, do 8º ano.

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