quarta, 03 de março de 2021

Cidades
Compartilhar:

Hospital de Trauma em JP registra 28 internações sem identificação

Aline Martins / 29 de julho de 2017
Foto: Reprodução
Somente no ano passado, 176.072 internações gerais foram registradas no Estado, média de 482 internações por dia . No entanto, um problema constante é a quantidade de pessoas que dão entrada sem identificação. No Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, tem uma média semestral deste ano de quatro pacientes sem identidade. Segundo o Serviço Social do Hospital, de cada 10 sem identificação, dois que não aparecem familiares e não recobram a consciência são levados para os abrigos da Região Metropolitana da Capital. Comente no fim da matéria.

Somente no ano passado, 176.072 internações gerais foram registradas no Estado, média de 482 internações por dia . No entanto, um problema constante é a quantidade de pessoas que dão entrada sem identificação. No Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, tem uma média semestral deste ano de quatro pacientes sem identidade. Segundo o Serviço Social do Hospital, de cada 10 sem identificação, dois que não aparecem familiares e não recobram a consciência são levados para os abrigos da Região Metropolitana da Capital.  Embora seja necessário algum documento de identificação para ser internado, nos casos de urgência e emergência é feito uma ficha inicial sem nome. “É freqüente as pessoas andarem sem documentos e quando acontece algum acidente elas chegam aos hospitais sem nenhum documento. No início é feita uma ficha sem nome e aguarda-se por algum período algum familiar aparecer e colocar o nome dele na ficha”, afirmou a coordenadora do Serviço Social do Hospital de Trauma da Capital, Neuma Ribeiro. No entanto, caso isso aconteça e o paciente ainda esteja inconsciente, é pedido um apoio do setor de mídias da unidade de saúde para a divulgação de paciente sem identificações nos meios de comunicação.

Mas, mesmo assim, nenhum familiar apareça para identificar o paciente, Neuma Ribeiro informou que é realizada uma busca de informações no local onde a vítima foi resgatada. Se persistir a não identificação e o paciente estiver alta, mas não se recobrar a consciência ele é encaminhado para um dos abrigos parceiros do Hospital. “Temos parceiros em João Pessoa, Santa Rita, Bayeux e Cabedelo”, disse. Caso o paciente não resista e faleça, a coordenadora informou que o corpo vai para o Instituto de Medicina Legal (IML), mas antes disso é registrado um boletim de ocorrência na Polícia Civil. “Para que fique registrada a morte sem identificação. Só após 24 horas da morte o corpo é liberado do hospital”, frisou.

Ainda de acordo com Neuma Ribeiro, geralmente as pessoas que aparecem sem documentação são vítimas de acidentes de trânsito, que passam mal em festas, sofrem com algum disparo de arma de fogo ou branca ou é morador de rua. Os casos que permanecem sem identificação pro mais tempo são moradores de rua. A média de idade de pacientes sem documento varia de 20 a 50 anos de idade. “De cada 10 pessoas sem identificação, duas vão para os abrigos”, ressaltou.

Relacionadas