quinta, 26 de novembro de 2020

Cidades
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Há câmeras para multar, mas falta tinta para faixas de pedestre em João Pessoa

Ana Daniela Aragão / 17 de fevereiro de 2016
Foto: Rafael Passos
No início deste mês, a Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) começou a usar câmeras para multar motoristas que não respeitam as faixas de pedestres. Até o final deste mês, serão 44 equipamentos prontos para flagrar motoristas. O problema é que, em alguns locais, a pintura das faixas está desgastada, confundindo condutores e deixando a população que anda a pé ainda mais insegura. A situação pode ser vista em locais com intenso fluxo de veículos, como a Avenida Josefa Taveira, em Mangabeira, e nas ruas Bancário Sérgio Guerra e Walfredo Macedo Brandão, nos Bancários e Cruz das Armas, respectivamente. Na Avenida Pedro II e no bairro Jardim Cidade Universitária, já se vê a sinalização começando a se deteriorar. Segundo o superintendente da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Carlos Batinga, as faixas dos corredores principais começarão a ser pintadas ainda esta semana.

Só na principal dos Bancários, a reportagem contou cerca de oito faixas desgastadas nos dois sentidos da via. Em Mangabeira, o cenário é de pessoas correndo de um lado e do outro mesmo na faixa. Ela não conta com um semáforo e os moradores reclamam de uma lombada que fica próxima a ela. A auxiliar de serviços gerais, Maria das Graças da Silva, admitiu que não se sente segura. “Quase não se vê a faixa e, além do mais, alguns motoristas não param, justamente porque não têm sinal. A gente tem que sair correndo, o que não deveria acontecer. Já a lombada faz com que os carros parem bem em cima da gente”, disse.

Em Cruz das Armas, próximo a um supermercado, a metade da faixa é debilitada nos dois sentidos. O local é conhecido por haver diversos acidentes porque os motoristas costumam avançar o sinal. As pessoas também precisam correr e disputam a sinalização com os motoristas.

Além das faixas desgastadas nos Bancários, outro problema com a sinalização horizontal pode ser constatado. Na rua Bancário Sergio Guerra com a rua Flamboaint, foi instalado um novo sinal e faixas de segurança que terminam num canteiro, sem rampas, o que impossibilita a travessia de cadeirantes. Uma moradora do bairro, a professora Maria Sousa, declarou que a mudança foi um erro. “Não foi bem feito. A gente passa por uma faixa e logo após vem outra, mas podemos nos deparar com um carro porque ele vem da principal e já entra”, disse.

Corredores principais. Segundo o superintendente da Semob, Carlos Batinga, já estava sendo feito um levantamento dos locais com mais faixas de segurança deterioradas na Capital. “Iniciamos um processo permanente essa semana. Já separamos onde está mais desgastado, que no caso, são os corredores principais. Vamos começar por eles para depois fazer nas ruas secundárias. Já compramos as tintas”, disse.

Batinga não soube informar o valor gasto por ano em revitalizações de faixas sinalização horizontal, mas afirmou que o gasto não é só com tintas. “Gastamos com tinta, placas e a equipe. Parte dela é da prefeitura e a outra é terceirizada porque a nossa não dá conta de fazer o trabalho na cidade inteira”, afirmou.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

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