domingo, 17 de janeiro de 2021

Cidades
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H1N1 liga o alerta das mães e a diversão da criançada tem cuidado redobrado

Renata Fabrício / 22 de abril de 2016
Foto: Antonio Ronaldo
O aparecimento ou o retorno de tantas doenças virais começou a preocupar pais de crianças pequenas. Novos casos de influenza no Estado acenderam o alerta não só para quem compõe o grupo de risco, mas para quem vive em ambientes com muita aglomeração de pessoas.

A auxiliar de dentista Tamires Lima Bernardes aproveitou o feriado de ontem para levar a pequena Eva Sofia, de apenas 2 anos, ao Parque da Criança em Campina Grande. E assim como ela, outros pais também levaram seus filhos para aproveitar o dia livre. Só que após as brincadeiras, o cuidado é redobrado.

“Essas novas doenças têm assustado um pouco, mas a gente tomas as prevenções. Não podemos deixar de sair com ela, porque ela ainda não frequenta a escola, então é preciso brincadeiras e atividades como essas. Ao brincar, ficamos atentos para que ela não leve as mãos aos olhos ou ao rosto, e sempre que termina a brincadeira, ensinamos a lavar as mãos com água e sabão e depois passamos um pouco de álcool em gel. Também fazemos muito suco, principalmente de laranja para que ela que se mantenha como é, uma criança saudável”, contou.

Para a infectologista Priscila de Sá, o risco de contaminação está em vários lugares, inclusive nos parquinhos. “Se o brinquedo for contaminado por secreções de uma criança doente, a próxima que tocá-lo e levar a mão aos olhos, boca e nariz pode sim se contaminar. Como também andar de elevador e uma pessoa tossir ou espirrar, há grande chance de contaminação. Ou seja, ninguém vai deixar de andar de elevador ou proibir as crianças de frequentarem o parquinho da escola por isso”, acredita.

Evitar aglomerações. A chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas do Estado, Ana Stela Cysneiros Pachá, diz que pessoas que estão com sintomas “exarcebados” devem evitar ficar em ambientes fechados, com aglomerações por muito tempo. Como é o caso das escolas e creches. “O ministério não cita tempo de contaminação antes e depois dos sintomas da Influenza. Pede apenas para se evitar, no período em que os sintomas estão mais exacerbados, os ambientes climatizados ou que se vão passar muito tempo em ambientes fechados, tipo creches e escolas, se deixe de frequentar no auge dos sintomas. Além disso, deve-se desligar o ar condicionado e abrir as janelas e no momento em que se espirra ou tosse bastante, pode-se fazer uso de uma máscara para as gotículas não contaminem o ambiente”, explicou.

Até 16 de abril

38 casos de SRAG registrados na PB este ano

4 foram descartados

2 confirmados por influenza tipo H1N1

12 óbitos em investigação

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