domingo, 19 de novembro de 2017
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Gripe chega primeiro que vacina e são 5 mortes suspeitas

Giovannia Brito/Fernanda Figueirêdo / 05 de abril de 2016
Foto: Arquivo
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) notificou mais quatro mortes suspeitas de H1N1, na Paraíba. O vírus já pode ter matado cinco pessoas, nos últimos três meses. O exame que vai mostrar a causa dos óbitos deverá sair até o próximo dia 20. Este ano, a Saúde já notificou 21 casos suspeitos de síndrome respiratória aguda grave, que podem estar sendo causadas pela influenza A. A campanha de vacinação está marcada para ter início no dia 30 deste mês.

“Apesar de não termos mais a notificação compulsória de H1N1 (porque o vírus se tornou sazonal), os casos graves que apresentam esse quadro de gripe, estão sendo registrados para que possamos ter um acompanhamento e ações mais urgentes”, disse a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Estado, Ana Estela Pachá.

A Secretaria não informou de quais municípios eram os pacientes que morreram com suspeita de complicações causadas pela ‘gripe A’.

Em Campina. O aumento dos casos tem provocado medo na população. A médica Tatiana Medeiros, da 3ª Gerência Regional de Saúde do Estado, explicou que a reunião ocorrida ontem teve foi para definir o fluxo de atendimentos de casos de Guillain-Barré e do vírus H1N1 no município. “Campina Grande atende muitas cidades circunvizinhas, no mínimo 42 da nossa gerência. Com o aumento de casos de Guillain-Barré e da gripe H1N1 começamos a perceber que o Hospital de Emergência e Trauma de Campina ficaria superlotado. Por isso reunimos com a rede hospitalar pública para encontrarmos uma solução satisfatória”, explicou

A gerente afirmou que, a partir desta semana, o Hospital Municipal Dom Pedro I e o Hospital Universitário Alcides Carneiro, que é referência no atendimento de doenças infecto-contagiosas, passarão a atender os pacientes que apresentarem sintomas semelhantes aos da Síndrome de Guillain-Barré e casos de síndorme respiratória aguda grave que podem ter ligação com a gripe H1N1.

Como o vírus age

A gripe H1N1, influenza ou gripe A, é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína, que infectaram porcos simultaneamente. O período de incubação varia de 3 a 5 dias. De acordo com a médica e gerente regional de Saúde, Tatiana Medeiros, os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. Por isso, as pessoas devem ficar atentas aos sintomas para não confundir resfriados e gripes comuns com outras graves.

Efeito imunizante

4O Ministério da Saúde disponibilizará vacinas para três tipos de gripe: influenza A H1N1 e H3N2 e influenza B. Mas de acordo com a infectologista Priscila Sá, a vacina só protege o organismo duas ou três semanas após sua aplicação.

A médica informou que até a próxima semana o antiviral deve chegar às clínicas particulares da Paraíba, custando em média R$ 130. Já os postos do SUS deverão fazer a imunização entre os dias 30 de abril e 20 de maio, mas apenas para os grupos prioritários de pessoas.

 

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