quinta, 18 de julho de 2019
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Governo do Estado diz que não vai disputar VLT com PMCG

Fábio Cardoso / 13 de julho de 2019
O governador da Paraíba, João Azevêdo, deu um prazo ao prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, para que inicie as obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), até o próximo ano. Nessa sexta (12), Azevêdo confirmou que a assinatura de um termo de concessão entre o Governo do Estado, Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, e a concessionária da linha férrea em Campina (Companhia Brasileira de Trens Urbanos CBTU), que aconteceria na próxima quarta-feira, foi cancelada.

Na última semana, o governador havia anunciado a assinatura de um termo de compromisso, que daria ao governo estadual a concessão do trecho que cruza a área urbana de Campina Grande, após reunião com o ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, em Brasília. No dia seguinte, Romero Rodrigues divulgou um vídeo de um encontro com o presidente Jair Bolsonaro, afirmando que a prefeitura se encarregaria de implementar o VLT.

Azevêdo se disse surpreso com a informação e afirmou que não iria disputar com Romero Rodrigues a obra. “Eu jamais disputaria a execução de uma obra. Não é isso. O que me interessa é que a obra seja feita. Se o prefeito de Campina Grande trouxe para si a responsabilidade de executar essa obra, que implemente, não tem problema nenhum. O Estado vai ficar aguardando”, afirmou.

Por outro lado, o governador disse que se o prefeito dizer que tem o dinheiro para fazer, “como o Estado tem os recursos, que diga, anuncie e comece a fazer a obra”.

“Não tem problema de disputa política comigo. Agora, tem uma coisa, se ele não fizer até a data dele deixar a prefeitura, o Estado vai lá, refaz o projeto e executa a obra, porque nós temos esse compromisso com o povo de Campina Grande, assumido durante a campanha”.

Aloísio Campos

Azevêdo enfatizou, que os futuros moradores do conjunto habitacional Aloísio Campos com mais de quatro mil casas, vão precisar desse tipo de transporte para se locomover para trabalho, para o lazer, para ir à escola, para ir ao comércio. “Não tem como tirar aquelas pessoas de lá todos os dias, porque não tem sistema de transporte coletivo lá.”

A reportagem conversou com o secretário de Comunicação de Campina Grande, Marcos Alfredo, que confirmou que a intenção da prefeitura é de viabilizar o projeto de implantação do VLT, exatamente, para atender aos moradores que irão ocupar as casas do Aloísio Campos.

Apesar de tudo já definido, o governador se disse surpreso quando, no dia seguinte ao anúncio da assinatura do contrato, o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, anunciava que a prefeitura iria implementar o VLT na cidade. “Fiquei surpreso, porque soube que, no encontro que ele teve com o presidente Bolsonaro, teria pedido para cancelar esse contrato e que a prefeitura faria a obra”.

disse que durante a campanha eleitoral, teve a oportunidade de conversar com todos os segmentos de Campina Grande, em especial, e que a demanda do incremento do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) apareceu como um dos temas principais de reivindicação, e, numa análise feita naquele momento, foi detectado a importância desse novo equipamento para a cidade.

“Então, nós colocamos isso no nosso plano de governo, porque era possível, pois eu fiz uma análise técnica e conseguimos, evidentemente, identificar que era possível implementar um VLT, considerando que a faixa existente da antiga CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) cortava a área urbana de Campina Grande exatamente no meio”. Desta forma, afirmou o governador, “era possível implementar o VLT”.

O governador observou que a linha férrea já existe, mas precisa ser requalificada, porque, por exemplo, a bitola não é a mesma e precisa ser feito todo o trabalho de reestruturação da linha.

Em janeiro deste ano, ao assumir o governo, Azevêdo lembrou que foi ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, em Brasília, e informou que tinha um projeto para a implementação da VLT em Campina Grande, Na oportunidade, Azevêdo informou que não queria um centavo do Governo Federal. “A única coisa que eu quero, é que o senhor libere a faixa para que a gente possa implantar o VLT. Nós temos o dinheiro, nós temos o projeto, nós temos os técnicos que querem fazer o trabalho e iremos fazer”.

Segundo Azevêdo, o ministro rebateu dizendo que aquele era o tipo de projeto que ele gostava, “que vem pra cá e não me pede nada”. Seguindo, o ministro afirmou que iria pedir ao setor jurídico do ministério para descobrir a forma correta de repassar essa concessão para o Estado. “Fiquei aguardando”, revelou o governador.

Nessa semana, disse Azevêdo, o governo havia sido avisado que o processo estaria sendo encaminhado, e seguiu para Brasília para novo encontro com o ministro. Freitas disse ao governador ter encontrado a forma do repasse. Então, foi marcada para o dia 17 de julho a assinatura de um termo de concessão, inclusive, já tendo sido conversado com a concessionária.

Apesar de tudo já definido, o governador se disse surpreso quando, no dia seguinte ao anúncio da assinatura do contrato, o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, anunciava que a prefeitura iria implementar o VLT na cidade. “Fiquei surpreso, porque soube que, no encontro que ele teve com o presidente Bolsonaro, teria pedido para cancelar esse contrato e que a prefeitura faria a obra”.

“Eu jamais disputaria a execução de uma obra. Não é isso. O que me interessa é que a obra seja feita. Se o prefeito de Campina Grande trouxe para si a responsabilidade de executar essa obra, que implemente, não tem problema nenhum. O Estado vai ficar aguardando. Se o prefeito dizer que tem o dinheiro para fazer, como o Estado tem os recursos, que diga, anuncie e comece a fazer a obra. Não tem problema de disputa política comigo. Agora, tem uma coisa, se ele não fizer até a data dele deixar a prefeitura, o Estado vai lá, refaz o projeto e executa a obra, porque nós temos esse compromisso com o povo de Campina Grande, assumido durante a campanha”.

Azevêdo enfatizou, que os futuros moradores do conjunto habitacional Aloísio Campos com mais de quatro mil casas e as pessoas vão precisar desse tipo de transporte para se locomover para trabalho, para o lazer, para ir à escola, para ir ao comércio. “Não tem como tirar aquelas pessoas de lá todos os dias, porque não tem sistema de transporte coletivo lá.”

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