segunda, 11 de novembro de 2019
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Farmácias populares são fechadas em Campina Grande

Francisco José / 15 de julho de 2017
Foto: Chico Martins
Três das quatro farmácias populares implantadas entre os anos de 2005 e 2006 em Campina Grande encerraram as atividades, deixando cerca de 10 mil pessoas sem 15 medicamentos básicos que eram distribuídos gratuitamente. Além disso, cerca de 40 pessoas entre balconistas, estoquistas, atendentes e gerentes perderam seus postos de trabalho.

A denúncia foi formulada pelo vereador Olimpio Oliveira, do PMDB. De acordo com ele, a população pobre de Campina Grande perderá o acesso gratuito a diversos medicamentos. Olimpio disse que já protocolou requerimento apelando ao prefeito Romero Rodrigues para que as farmácias continuem funcionando com recursos próprios da Prefeitura de Campina Grande.

Já estão fechadas as farmácias localizadas nos bairros de José Pinheiro, Liberdade e Malvinas. A única unidade que ainda não fechou (mas até o dia 31 encerra as atividades) é a da Rua 15 de Novembro no Bairro da Palmeira.

Geila Vilar, gerente da unidade da Palmeira disse que nove funcionários do local ficarão sem emprego. Nas farmácias populares os medicamentos comercializados tinham 90% de descontos. Os que eram subsidiados pelo Governo eram distribuídos gratuitamente, como é o caso dos remédios para hipertensão arterial, diabetes e asma brônquica.

As farmácias populares funcionavam mediante convênio do Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); e Prefeitura de Campina Grande. A Prefeitura cobria os custos com aluguel de imóveis, água e luz e produtos de limpeza. O Ministério da Saúde se responsabilizava pelo pagamento dos funcionários, que foram contratados pela Prefeitura no regime CLT. A Fiocruz fornecia os medicamentos.

Prefeitura. A eecretária de Saúde do Município, Luzia Pinto, explicou ontem que, a Prefeitura não pode assumir a responsabilidade pelo funcionamento das farmácias. “Órgão público não pode vender medicamento”, disse a secretária, lembrando que, nas unidades básicas de Saúde da Família de Campina Grande já funcionam 104 farmácias básicas.

“O Governo Federal mandava R$ 50 mil para o pessoal; e mais R$ 87 mil para o custeio. A medicação era enviada pelo convênio do Ministério da Saúde com a Fiocruz”, Luzia Pinto

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