terça, 21 de maio de 2019
Cidades
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Falta de planejamento é principal motivo para descontrole de despesas

Ellyka Gomes / 30 de dezembro de 2018
Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo Agência Brasil
Embora não sejam novidades para ninguém, as contas extras do início do ano ainda causam dor de cabeça em muita gente. Para quem tem filho em idade escolar, os gastos começam com o pagamento da matrícula e a compra do material didático. Em janeiro, tem ainda o Imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA). E, geralmente, em fevereiro, são liberados os carnês do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e da Taxa de Coleta de Resíduos (TCR).

Para os especialistas ouvidos pelo jornal CORREIO, a falta de planejamento é o principal motivo para que as despesas saiam do controle orçamentário já no início do ano. O educador financeiro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), José Vignoli, orientou que antecipação dos gastos do início do ano pode ser feita utilizando o valor pago na conta do ano anterior, acrescendo o percentual da inflação.

Já o educador financeiro Euller Chaves ressaltou que a falta de uma reserva financeira para as despesas extras é outro fator que compromete o orçamento familiar. “IPVA, IPTU e material escolar ocorrem todo ano, então dá para se programar ao longo do ano, formando uma reserva para custear essas despesas”, destacou.

A gerente administrativa Maria Aparecida da Silva, de 48 anos, contou que manter uma planilha de gastos facilita a administração do orçamento doméstico.

“Com as planilhas do Excel eu tenho acesso ao histórico dos meus gastos, então consigo me programar financeiramente para o mês seguinte”, revelou. Ela explicou que planeja os gastos de janeiro no início de dezembro.

Esse planejamento permite, por exemplo, que ela separe parte do 13º salário para as despesas extras do início do ano. Nos primeiros meses de 2018, ela pagou mais de R$ 2.300 com seguro de carro, IPVA, licenciamento e IPTU.

“Como eu tenho os valores pagos do IPVA e IPTU em anos anteriores, consigo estimar as despesas de janeiro. Então fica mais fácil saber quanto do décimo reservar para essas contas. Quando os boletos chegam, é só ajustar os valores para mais ou para menos”, contou.

Evitando o cheque especial



Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, para ter uma resposta, é preciso avaliar como está sua situação financeira. “Se estiver endividada ou equilibrada dificilmente conseguirá fazer o pagamento à vista, restando o caminho do parcelamento”, comentou. O especialista ressaltou que a família deve evitar ao máximo a utilização do crédito do mercado financeiro, como empréstimos ou cheque especial.

“Os juros dessas modalidades são altíssimas, e a dívida se tornaria uma bola de neve”, enfatizou. Se a situação financeira da família estiver confortável, isto é, dinheiro sobrando no final do mês, o ideal, segundo os especialista, é o pagamento à vista. O educador financeiro Euller Chaves comentou que não há uma resposta correta sobre a melhor forma de pagar esses tributos.

“Quando temos um planejamento financeiro saudável, o cartão de crédito pode ser utilizado ao nosso favor. Porém quando houver a possibilidade de descontos à vista, na maioria das vezes, será a melhor escolha”, destacou.

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