sexta, 27 de novembro de 2020

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Exército se ‘arma’ e entra na guerra contra o mosquito Aedes aegypti na Paraíba

Redação com Secom-PB / 04 de janeiro de 2016
Foto: Divulgação
O Exército Brasileiro está se 'armando' para entrar em definitivo na guerra contra o mosquito Aedes aegypti. Mas, para esse combate, o 'armamento' é diferenciado e está sendo entregue Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta segunda-feira (04). Serão, ao todo, 95 kits distribuídos para quatro municípios da Grande João Pessoa. Para a Capital serão 50 kits, mais 20 para Santa Rita, 15 para Bayeux e 10 para Cabedelo.

O kit contém bolsa, caneta, prancheta para os registros das visitas e tubos para a coleta das larvas. O trabalho dos soldados do Exército serão iniciados nesta terça-feira (05), quando começa a visita a residências na Região Metropolitana.

A ação está prevista no Plano Estadual de Combate ao Aedes, lançado em dezembro de 2015 pelo Governo do Estado, e de acordo com a proposta central do Ministério da Saúde, que prevê a visita de 100% dos imóveis do país, com o objetivo de eliminar todos os focos do vetor até o dia 31 de janeiro de 2016.

Em João Pessoa

Na Capital, o trabalho começa pelo bairro do Bessa e vai se estender pelo Jardim Oceania e Aeroclube. A concentração das equipes será a partir da 7h30, no Grupamento de Engenharia, de onde sairão para os locais das visitas. Setenta agentes ambientais e 70 militares, em duplas, visitarão casas e terrenos baldios para identificar os focos do mosquito. Todos os militares que participam da ação receberam treinamento e serão coordenados pela Gerência de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

De acordo com Silvio Ribeiro, diretor de Vigilância em Saúde da SMS, os agentes deverão visitar todos os bairros da Capital. Durante esta semana serão visitados os bairros do Bessa, Aeroclube e Jardim Oceania. “Todas as ações planejadas pelo comitê são realizadas em decorrência da situação de emergência decretada pelo prefeito Luciano Cartaxo. A Secretaria de Saúde está em plena disponibilidade de trabalhar com o Exército e os outros órgãos parceiros, tendo como prioridade a saúde pública”, afirmou Silvio.

A gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Renata Nóbrega, explicou que o Exército vem ajudar no trabalho que já é realizado rotineiramente pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e pelos Agentes Comunitários de Endemias (ACE). “A SES está empenhada em organizar toda a logística para que o trabalho de combate ao mosquito que transmite o vírus da dengue, chikungunya e zika ocorra da melhor forma possível em todo o Estado”, disse.

Aedes na mira

Renata lembrou a importância do apoio da população, que deve facilitar a entrada das equipes nas casas para a verificação da existência de focos do mosquito e também da utilização da ferramenta criada pela Companhia de Processamento de Dados da Paraíba (Codata), para celulares, chamada “Aedes na Mira”, que auxilia no combate ao Aedes, por meio de fotos e informações de locais com possíveis focos.

Até agora, já foram feitas 144 denúncias por moradores de João Pessoa, Cabedelo, Campina Grande, Patos, Pombal, Lagoa Seca, Malta, Santa Luzia, São João do Rio do Peixe, Sapé, Serra Redonda, Sobrado e Sumé. As principais denúncias são acúmulo de lixo em terrenos baldios, caixa d’água destampada e acúmulo de água em pneus e outros recipientes.

As denúncias feitas pelo “Aedes na Mira” são encaminhadas, de forma imediata, para a Sala da Situação que funciona na sede da SES, com a presença de servidores da Vigilância Ambiental, da SES, Defesa Civil, Exército, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. De lá são encaminhadas para os municípios tomarem as providências cabíveis.

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