quinta, 18 de julho de 2019
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Seis açudes sangram após fortes chuvas durante o mês de junho

Redação / 26 de junho de 2019
Foto: Antônio Ronaldo
Seis reservatórios dos 132 monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa-PB) estão sangrando, conforme dados dessa terça-feira (25). As fortes chuvas registradas nas últimas semanas no setor Leste do Estado contribuíram para aumentar o volume de água nos açudes localizados no Litoral, Brejo e Agreste. Um deles é o Gramame/Mamuaba que abastece cinco municípios da Região Metropolitana de João Pessoa. No entanto, 61 reservatórios ainda estão em situação crítica ou em observação por estarem com menos de 20% do seu volume total.

O açude Sabonete, que fica no município de Teixeira, no Sertão paraibano, está sangrando desde o dia 3 de junho. Logo após, no dia 17, foi o de Pitombeira, localizado em Alagoa Grande, no Agreste e o de Jangada, em Mamanguape (Litoral Norte) sangrou no dia 21. Os demais reservatórios como Araçagi (Araçagi), Gramame-Mamuaba (Conde) e São Salvador (Sapé) transbordaram entre domingo e segunda-feira. Já o Epitácio Pessoa, no município de Boqueirão, no Agreste do Estado, considerado o segundo maior reservatório da Paraíba e que abastece Campina Grande e 18 cidades paraibanas estava com 25,25% da sua capacidade de armazenamento de água, ou seja, 117 milhões de metros cúbicos.

Na semana passada, o gerente de Monitoramento e Hidrometria da Aesa-PB, Alexandre Magno, informou que o volume desse açude estava dentro dos padrões, sem necessitar de racionamento por dois anos.

Prognóstico. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) revela que durante os meses de outono houve um aumento da nebulosidade sobre a parte norte da região Nordeste, causado pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte que receberam acumulados de chuvas significativos. No final de maio e no início de junho, a umidade vinda do Oceano Atlântico provocou chuvas fortes e alagamentos no setor leste da Região Nordeste, principalmente na Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e parte da Bahia.

A previsão do modelo indica o predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas dentro ou abaixo da climatologia durante esta estação, principalmente sobre a costa leste, onde o período chuvoso aproxima-se do seu final. Na maior parte do Nordeste, a temperatura permanecerá próxima à média, enquanto que no interior da região inicia-se o período seco e a previsão é de temperaturas ligeiramente mais altas e baixos índices de umidade relativa, principalmente no sul do Piauí e oeste da Bahia.

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