quarta, 14 de novembro de 2018
Estatísticas
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Paraíba é o 3º Estado do Brasil com crescimento alarmante do trabalho infantil

Adriana Galvão / 19 de setembro de 2016
Foto: Nalva Figueiredo/Arquivo
Números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostram que a Paraíba é terceiro no ranking dos estados brasileiros onde houve crescimento alarmante dos índices de trabalho infantil.  Enquanto a média do crescimento no país foi de 7% na Paraíba os números chegaram a 65% somente de 2013 e 2014 na faixa etária dos 5 aos 17 anos.

E esse número é maior se considerarmos o uso do trabalho exercido por crianças de 10 a 14 anos: 140% de aumento. De 2013 para 2014 o número de “trabalhadores mirins” pulou de 15 mil para 36 mil. Os dados ainda mostram que existem 272 mil crianças a mais nas ruas do Brasil e na Paraíba 41 mil.

O trabalho infantil é proibido no Brasil, conforme artigo 7º da Constituição e artigo 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Ambos estabelecem a proibição para menores de 16 anos, salvo, na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos de idade. A exploração do trabalho infantil ainda é uma prática bastante comum em países subdesenvolvidos e deve ser combatida.

Trabalhar antes da idade permitida compromete o desenvolvimento da criança e do adolescente. Além disso,  muitas vezes, impossibilita o convívio com outras crianças e o desenvolvimento de atividades próprias da idade, como brincar e estudar, comprometendo, assim, o desenvolvimento social e educacional. O trabalho infantil afeta ainda o desenvolvimento emocional da criança, que, desde o início da vida, precisa possuir maturidade para o trabalho.

Ranking – O Acre foi o Estado brasileiro com maior crescimento no número de casos de trabalho infantil, registrando uma variação entre 2013 e 2014 de 68,7%. O segundo colocado é Sergipe, com 66%. A Paraíba, terceiro colocado com 65%, subiu de 63 mil para 104 mil casos.

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