quinta, 27 de junho de 2019
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Estado retira embargo e PMJP retoma obra do Parque Ecológico Sanhauá

Beto Pessoa / 04 de junho de 2019
Foto: Dayse Euzébio/Secom-JP
Em menos de 48 horas, o Governo do Estado retirou o embargo às obras do Parque Ecológico Sanhauá, realizadas pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). Na última sexta-feira, dia 31, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) suspendeu as intervenções, mas o próprio Executivo Estadual, no sábado, dia 1º, voltou atrás e retirou o embargo. Com isso, a administração municipal pode retomar os trabalhos na área.

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, concedeu coletiva de imprensa na manhã de ontem, no Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria, onde comentou o assunto, destacando as melhorias que o projeto vai possibilitar tanto à população quanto ao meio ambiente, turismo e economia da cidade.

“Estou satisfeito com o gesto do governador, que levou o bom senso e o equilíbrio em conta para um tema importante para João Pessoa, que é a construção do Parque Ecológico Sanhauá. Temos feito um esforço gigantesco para transformar o nosso Centro Histórico em um polo turístico, econômico e cultural. Estamos investindo em um conjunto de ações que têm a finalidade de potencializar a nossa cidade e o Centro Histórico tem sido tratado com todo carinho e respeito que merece por esta gestão”, disse.

Cartaxo destacou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão de preservação histórica e cultural do Governo Federal, aprovou o projeto do Parque Ecológico Sanhauá antes do início das intervenções, entendendo que as obras vão melhorar a região e a vida de quem lá vive. O prefeito destacou também que as intervenções não contemplam o Porto do Capim, somente a Vila Nassau, comunidade localizada ao lado do antigo porto.

Impactos às famílias

O prefeito da Capital destacou também os impactos que o Parque Ecológico Sanhauá vai gerar na vida das famílias que vivem na Vila Nassau. “O grande objetivo é dar condições de vida melhores para essas famílias. Ali é uma área classificada como Área de Risco pela Defesa Civil, existe um risco para as pessoas que moram lá. Sobretudo em época de chuva. É uma área de ocupação irregular, tanto na moradia quanto no comércio. Quem está lá não tem a posse. Como alternativa, vamos colocar essas famílias no Residencial Saturnino de Brito, ou seja, passarão a ter um imóvel próprio, vivendo com melhor qualidade de vida”, disse.

A previsão da PMJP é que os 400 apartamentos do Residencial Saturnino de Brito sejam entregues nos próximos 90 e 120 dias. Os comerciantes também terão uma área específica para seus negócios, projeto desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e Secretária de Habitação (Semhab), já apresentado aos comerciantes. O investimento total no Parque Sanhauá é de aproximadamente R$ 12 milhões.

“Além de estarem morando em área insalubre, as famílias da Vila Nassau têm dificuldade de acesso à saúde para as crianças, adolescentes e idosos. Esse projeto, repito, aprovado com financiamento do Iphan, só foi possível porque buscamos alternativas para as famílias que lá vivem, o objetivo é trazer qualidade de vida para essas pessoas. Foi assim que fizemos na comunidade do Timbó, no bairro São José, na Saturnino de Brito, que tiveram um salto na qualidade de vida. É assim que está sendo feito na Comunidade do “S” e assim que está sendo feito na Vila Nassau.

O nosso foco é resolver o problema e dar alternativas que melhorem nossa cidade, mas respeitando sempre os moradores”, concluiu Luciano Cartaxo.

"Queremos deixar claro que essa obra não tem nada a ver com o Porto do Capim. Naquela região existem duas comunidades: a Vila Nassau e o Porto do Capim. A Prefeitura está realizando obras na comunidade Vila Nassau, que vive hoje em condições de insalubridade. O Iphan não só aprovou o projeto, como é parceiro e financiador do projeto. Eles têm regras claras e rígidas e a PMJP respeitou todas elas. Elaborou o projeto, buscou o financiamento, liberou e iniciou as obras. Tudo foi rigidamente respeitado, tanto que obtivemos a aprovação do Iphan." - Luciano Cartaxo, prefeito de João Pessoa

Área de preservação será recuperada



Com a retirada do embargo, as obras no Parque Ecológico Sanhauá foram retomadas pela Prefeitura Municipal de João Pessoa. Segundo informações do Executivo Municipal, o equipamento foi planejado não somente para potencializar o desenvolvimento do Centro Histórico da Capital, mas também resolver problemas históricos da região, como o cuidado com o meio ambiente e as famílias que viviam na Comunidade Vila Nassau, em condições insalubres e de risco.

Estimado em R$ 11,6 milhões, a Área de Preservação Permanente, que tem 193mil m², será completamente recuperada. O novo espaço público da Capital contará com praça, mirante, elevador panorâmico, ciclovias, calçadas requalificadas e estacionamento com 80 vagas. Toda a região receberá iluminação em LED e respeitará as normas de acessibilidade. As edificações serão mínimas e não invasivas para garantir a regeneração ambiental da região. Os recursos são provenientes de uma parceria também com o Governo Federal.

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