domingo, 17 de janeiro de 2021

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Esgoto a céu aberto espera águas da transposição

Fernanda Figueirêdo / 22 de janeiro de 2017
Foto: CHICO MARTINS
Apesar do Ministério da Integração Nacional afirmar que a obra da transposição do Rio São Francisco está 96% concluída, em Monteiro, no Cariri paraibano, esgotos a céu aberto continuam desaguando direto no leito do Rio Paraíba, que é caminho das águas até os reservatórios Poções, Camalaú, Epitácio Pessoa e Acauã, responsáveis por abastecer pelo menos 34 municípios, entre eles, Campina Grande.

Segundo a Secretaria de Planejamento de Monteiro, foram constatadas pelo menos 100 residências com ligações clandestinas. Para a prefeitura, é responsabilidade dos moradores fazerem ligações das casas até a rede coletora já existente. O fato é que a água, ao chegar no Estado, correrá o risco de ser contaminada.

De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Clênio Nóbrega, a parte da prefeitura era fazer o levantamento das residências com esgoto a céu aberto e informar à Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), que deve se responsabilizar pelas redes coletoras próximas a cada uma das casas apontadas pela prefeitura.

Já o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), João Fernandes, disse que, “mesmo que todas as residências não regularizem os esgotos clandestinos, a poluição gerada pelo esgoto e lixo acumulado em Monteiro não é suficiente para contaminar a água do Rio São Francisco”.

Falta estrutura

“Não acho que seja responsabilidade minha o fato da cidade não ter coleta decente de esgoto. O que parece é que o Estado e o município não fizeram o tal dever de casa para receber a transposição e agora querem culpar o povo pela sujeira que existe na cidade. A Cagepa só fez rede de esgoto do outro lado da rua, na minha porta não passa nada, então eu que tenho que ir atrás do poder público?”, declarou Aparecida Mendes,  moradora de Monteiro.

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