sexta, 22 de janeiro de 2021

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Saúde: Hemofilia não impede ter vida normal; basta realizar o tratamento corretamente

Lucilene Meireles / 14 de abril de 2017
Foto: Divulgação
Pouco se fala em hemofilia e, quando o assunto vem à tona, algumas pessoas se assustam e têm medo. Porém, a doença genética que afeta a coagulação do sangue, não impede que os pacientes tenham uma vida normal. Basta realizar o tratamento corretamente. Além disso, a hemofilia não é transmissível. O maior problema é a falta de informação, assunto que será discutido na próxima quarta-feira, no Hemocentro de João Pessoa, em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia, lembrado em 17 de abril.

Océlio Alves Teixeira Júnior, 27, é hemofílico grave, do tipo B, e a prova de que é possível fazer de tudo um pouco. Ele garante que vive uma vida normal com a profilaxia, que é o uso da medicação para prevenir hemorragias. Para ele, a medicação é essencial, mas movimentar o corpo também. Concluinte do curso de Engenharia Civil, ele já atua na área e também pratica esportes.

“Já fiz jiu jitsu, basquete, academia e natação que é o mais indicado. Graças a Deus, não tenho nada e devo isso à prudência. A vida é um pouco regrada, sem muitos esforços. A ideia é ir até onde nossos limites permitirem e, assim, diminui até mesmo o risco de hemartrose (sangramento dentro da articulação)”, afirmou. Sem fator de coagulação no sangue, quando um hemofílico se machuca, corre o risco de causar lesões nas articulações com mais facilidade e, em consequência, gerar uma hemorragia. A profilaxia contribui ainda para evitar inchaço com o avanço da idade.

A hematologista Sandra Sibele Leite, que cuida do paciente, afirmou que ele, de fato, tem uma vida normal. Ela explicou que a hemofilia impede a produção de dois fatores da coagulação responsáveis por conter o sangramento. O A não tem o fator 8 e o B, o 9. “No caso dele, tenho que prevenir o sangramento com a profilaxia para que não sangre”. Porém, segundo ela, cada paciente se comporta de maneira diferente. Alguns têm o mesmo grau de hemofilia e sangram mais. Tudo, diz a especialista, depende de como cada um metaboliza a droga administrada.

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