sábado, 19 de setembro de 2020

Enem
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Estudantes condenam adiamento do Enem em escolas ocupadas para protesto

Redação / 02 de novembro de 2016
Foto: Divulgação
Estudantes das entidades representativas condenaram a medida do Ministério da Educação de adiar a aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas escolas que estão ocupadas para protestos contra Projetos de Emenda Constitucional apresentadas pelo Governo Federal. Em nota à imprensa a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) alegaram que a ação do MEC ocorreu por falta de diálogo.

Na Paraíba, mais de 2,4 mil estudantes de quatro instituições só vão poder fazer as provas nos dias 3 e 4 de dezembro, conforme divulgado nessa terça-feira (01) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Estão ocupados, no Estado, os prédios dos Campi II e IV da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em Areia e Bananeiras, respectivamente. E do Instituto Federal da Paraíba, em Cabedelo. Ao todo, na Paraíba, devem fazer o Enem, 221.945 alunos distribuídos em 478 locais.

"O diálogo poderia ter garantido a realização do Enem em todo o Brasil, mas esse não foi o caminho escolhido pelo MEC, que desde o princípio ameaçou os estudantes por meio do cancelamento do Enem e da responsabilização das entidades e ocupantes. Vivemos nas eleições municipais no último final de semana a realização da votação em coexistência com as escolas ocupadas, propiciado pelo diálogo entre a Justiça Eleitoral e os ocupantes. Hoje mesmo aconteceu uma reunião entre o Inep, a Secretaria de Educação de Minas Gerais e os estudantes que chegaram à conclusão que é possível garantir o Enem no Estado. Seguiremos nos empenhando nesse diálogo torcendo para que a decisão precipitada do MEC possa ser revertida", diz a nota.

Eles afirmam, ainda, que a medida do MEC é para fazer os estudantes entrarem em conflito. "Ao adiar a realização do ENEM nas instituições ocupadas para o mês de dezembro, o ministério tenta lamentavelmente colocar os estudantes uns contra os outros, buscando enfraquecer o movimento legítimo das ocupações. No entanto, não terá sucesso. A juventude se ergueu contra o congelamento do seu futuro, vamos ocupar tudo, vamos barrar essa PEC e a MP do ensino médio com toda a nossa força. Nossa luta não acabou, segue e se fortalece por meio de novas instituições ocupadas e mobilizadas".

Reivindicações do estudantes:

* Pela retirada imediata da MP 746 de reforma do Ensino Médio;

* Pela retomada da discussão do PL 6840/2013 sobre a Reformulação do Ensino Médio, em sua Comissão Especial no Congresso;

* Por um calendário de audiências públicas para discutir e debater a Reformulação do Ensino Médio com a sociedade civil, intelectuais, entidades educacionais;

* Pela não aprovação da PEC 55 (antiga PEC 241);

* Contra a Lei da mordaça (escola sem partido)

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