domingo, 16 de junho de 2019
Educação
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Vagas aumentam, mas evasão escolar persiste em Campina Grande

Wênia Bandeira / 08 de fevereiro de 2019
Foto: Cecília Bastos/USP Imagens
Em 2018, 252 famílias foram atendidas pelo Conselho Tutelar de Campina Grande por terem crianças que faltaram a aulas ou desistiram do ensino. Os casos são encaminhados pelas escolas que fazem acompanhamento, o que possibilita ser apenas uma parte da evasão escolar existente na cidade. Segundo informações da Secretaria Municipal de Educação, o número de matrículas aumentou nos últimos cinco anos.

“Com estes casos confirmados, os responsáveis são notificados para comparecer ao Conselho e são advertidos por escrito. Se os alunos não voltarem a frequentar, nós informamos o Ministério Público ou registramos um Boletim de Ocorrência na Delegacia da Infância e Juventude por abandono intelectual”, contou o conselheiro tutelar, Eduardo Sales.

Eduardo falou que é possível até mesmo a perda da guarda do filho. “Eu já acompanhei a prisão de responsáveis. Eles têm que ser punidos para que as crianças tenham os seus direitos garantidos”, acrescentou.

A secretária municipal de Educação, Iolanda Barbosa, explicou que esta evasão está sendo combatida com a Busca Ativa. Indo até a casa das crianças, foram realizadas mais de 500 matrículas na Rede Municipal.

“Essas crianças deixam de frequentar as aulas principalmente pela mudança de residência. Nós temos famílias muito humildes que se deslocam de um bairro para outro e não procuram a unidade mais próxima ou unidade não é tão próxima da casa. Outros se evadem porque se desestimulam principalmente no sexto ano que passa a ter vários professores, então acabam sendo reprovados e deixam de frequentar por não estar na idade certa”, falou a secretária.

Iolanda Barbosa informou que este ano será iniciado um acompanhamento de todos os estudantes em todas as séries. Ela disse que os professores e assistentes sociais vão ter um maior cuidado em vários pontos ligados aos alunos.

“Vamos acompanhar para saber se estão em sala, se foram aprovados, se pediram transferência e, neste caso, para onde foram transferidos. A partir de agora vamos acompanhar este fluxo, porque assim vamos ter como intervir com uma rapidez maior. Antes, essa intervenção só era possível no fim do ano”, afirmou.

A Prefeitura Municipal está realizando a intitulada Busca Ativa Escolar para conseguir matricular crianças e adolescentes. Os agentes da Secretaria de Educação estão indo às residências com o objetivo de ocupar as 34 mil vagas da rede pública de ensino, mas conseguiu chegar a 32 mil matrículas até agora. “Quando chega ao último ano, temos uma diminuição que chega a 40% na quantidade de estudantes que não frequentam regularmente as escolas. Precisamos combater essa perda”, acrescentou a secretária.

Com duas mil vagas em aberto, as matrículas irão continuar até o início do ano letivo, marcado para o dia 11 de fevereiro.

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