terça, 25 de junho de 2019
Educação
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UFPB terá graduação em Biomedicina; curso é o primeiro em instituições públicas na Paraíba

Katiana Ramos com Assessoria / 10 de novembro de 2017
Foto: RAFAEL PASSOS
Os candidatos que farão a segunda etapa de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no próximo domingo, e se interessam pela área de saúde poderão concorrer, em 2018, a uma das 30 vagas na graduação de Biomedicina. O curso, primeiro em instituição pública no Estado, vai funcionar no Campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, e o ingresso para formar a primeira turma será feito no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do ano que vem.

A criação do curso foi aprovada em maio deste ano pela Resolução n° 3/2017 do Conselho Universitário e autorizada pelo Ministério da Educação esta semana. As aulas serão ministradas nos turnos da manhã e da tarde, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), na Capital. Segundo informações da coordenação de Biomedicina, o curso contará com professores de diversas áreas de saúde e capacidade instalada para ministrar mais de 60% dos componentes básicos, complementares e obrigatórios da graduação. O departamento possui estrutura física que dispõe de salas de aula climatizadas e equipadas com datashows, laboratórios e ambientes destinados ao funcionamento administrativo.

O curso será ofertado em parceria com os Departamentos de Clínica e de Odontologia Social, de Enfermagem em Saúde Coletiva, de Nutrição, de Morfologia, de Educação Física, de Biologia Molecular, de Sistemática e Ecologia.

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Biomedicina da 2ª Região (CRBM), Durval Rodrigues, existem 35 habilitações na área, sendo a mais recente a habilitação em Biomedicina Estética. “Todo biomédico já sai formado em análises clínicas, mas eles podem escolher ainda outras habilitações, como citologia, análises patológicas, biologia molecular, entre outras”, destacou.

Já o professor Bruno Galvão, que é o atual coordenador do curso e professor do Departamento de Fisiologia e Patologia da UFPB, destacou que a demanda no mercado por profissionais biomédicos é crescente. Os profissionais podem trabalhar em institutos de pesquisa, desenvolvimento de produtos para indústrias diversas e atuação pericial nas corporações policiais, por exemplo. “Além disso, lidam com análises hematológicas e moleculares, na produção de bioderivados e na pesquisa e controle de qualidade de produtos obtidos por biotecnologia, como os alimentos”, disse o professor.

Perfil do estudante. Os interessados no novo curso devem ficar atentos em conhecer mais sobre a formação do biomédico e ter afinidade com matérias das ciências biológicas e exatas, além da área da saúde, segundo orienta o professor Bruno Galvão.

“Para se dar bem na profissão, é fundamental ter interesse pelo bem-estar dos outros, equilíbrio emocional, sensibilidade para questões sociais, facilidade de comunicação e ter fluência na língua inglesa para fins de atualização constante. O profissional deverá ter as perspectivas atuar multiprofissionalmente e de se especializar após a formatura”, reforçou.

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