sexta, 14 de agosto de 2020

Educação
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Sindicato denuncia falta de professores na Rede Estadual

Aline Martins / 11 de maio de 2019
Foto: Arquivo Jornal Correio
O déficit de professores na rede estadual de ensino da Paraíba chega a 4 mil, segundo informou o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (Sintep). Algumas escolas como a Cidadã Integral Técnica Padre Jerônimo Lauwen (no município de Santa Luzia) e Estadual Professora Maria Geny de Sousa Timóteo (em João Pessoa) enfrentam problemas com a falta de docentes. Na próxima quarta-feira, 274 mil alunos da rede estadual, conforme o Censo Escolar de 2018, ficarão sem aulas por conta de uma greve nacional, mas que a categoria também tem reivindicações locais sobre a educação da Paraíba.

Na Cidadã Integral Técnica Padre Jerônimo Lauwen faltam professores de Inglês, Espanhol e Matemática e enquanto na Estadual Maria Geny de Sousa Timóteo falta docentes das disciplinas de Matemática e de Ciências. Estudantes, pais e responsáveis reclamam da situação em que se encontra algumas unidades de ensino da Paraíba.

Nessa unidade da Capital, o 6º ano ficou sem professor de Matemática o primeiro bimestre inteiro. “Foi substituído, mas o docente ficou apenas três semanas”, contou a tia de um aluno, Ana Silva.

O coordenador do Sindicato, Antônio Arruda, informou que em algumas situações o professor se aposenta e a substituição nem sempre é feita de imediato. Porém, quando ocorre o contrato de prestadores de serviço, o pagamento deixa de ser cumprido e o professor abandona a sala de aula. “Não tem que fazer contrato, tem que fazer concurso. É uma carência de 4 mil professores. Tem que fazer concurso. Esse último só ofereceu mil vagas”, pontuou.

Ainda de acordo com Antônio Arruda, as atividades serão paralisadas no dia 15 de maio, quarta-feira, a partir de uma greve nacional que está sendo organizada. Além disso, informou que no âmbito estadual, os professores também têm uma pauta de reivindicações como a falta de diálogo do Governo Estadual com os professores, o não envio da revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da Educação para Assembleia Legislativa da Paraíba e o pagamento do piso integral para os professores que ensinam nas escolas integrais.

“Desde que foi instituída a escola integral que os professores só recebem o pagamento do piso proporcional”, frisou.

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