quarta, 25 de novembro de 2020

Educação
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Sertão da Paraíba terá duas universidades até 2019

Ainoã Geminiano / 03 de setembro de 2016
Foto: Arquivo
Publicado no Diário Oficial da União da última quarta-feira, o Plano Plurianual do Governo Federal, para o período de 2016 a 2019, com retificações feitas pelo Congresso Nacional, inclui o projeto de criação do Instituto Federal do Sertão da Paraíba e da Universidade Federal do Sertão da Paraíba (UFSPB), que deverão ser construídos entre janeiro de 2017 e dezembro de 2019. As duas unidades terão um investimento de R$ 450 milhões, mas ainda não há projeto que defina a quantidade de cursos e vagas que irão oferecer, como também não há consenso na comunidade acadêmica sobre a aprovação das novas unidades.

O ex-presidente do Grêmio Estudantil do IFPB de Patos, Pedro Jorge, disse que a criação do Instituto Federal do Sertão é uma luta antiga dos alunos, que passariam a dispor de mais vagas, opções de curso perto de casa, além da geração de emprego e renda. “Tive o privilégio de ser um dos primeiros articuladores dessa ideia, que agora ganha força e pode ser tornar real. Seria um ganho para a comunidade estudantil aqui da região, até mesmo com novos cursos que podem chegar”, disse.

Mas os aparentes benefícios não convencem toda a comunidade acadêmica, de forma que a criação do instituto já nasce enfrentando resistência. “A primeira impressão nossa foi de surpresa, porque não foi um assunto debatido na comunidade. Está vindo de cima para baixo. Também há dois pontos de preocupação: a divisão do IFPB da Paraíba que pode enfraquecer a instituição e a ingerência política no novo instituto, que levaria pelo menos uns cinco anos até haver eleições de diretores e efetivação de servidores através de concursos. Até lá, todo seria por indicação política. Eu mesmo ainda não sei se sou contra ou a favor.

Precisamos conhecer os detalhes do projeto e saber como as coisas seriam feitas, para tirarmos uma conclusão”, disse o professo Ronaldo Lima, um dos coordenadores do campus de Patos.

A reportagem tentou ouvir a reitoria da Universidade Federal de Campina Grande, que seria afetada pela criação da UFSPB, mas não conseguiu contato até o fechamento desta edição. De acordo com a assessoria de imprensa, a criação da nova universidade foi rejeitada em um plebiscito realizado há seis anos, mas o entendimento da comunidade acadêmica pode ter mudado, já que foram criados cursos tradicionais nos campi do sertão, que tem atraído muitos alunos.

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