terça, 19 de janeiro de 2021

Educação
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Reitores de institutos federais reclamam da diminuição de recursos para ensino profissional

Ainoã Geminiano / 21 de novembro de 2017
Foto: Rafael Passos
A redução de verbas, fruto do ajuste fiscal feito pelo Governo Federal, é uma ameaça real às metas do Plano Nacional de Educação (PNE) sobre ampliação do ensino profissionalizante no Brasil. Foi o que afirmou o doutor em educação e professor de política educacional da Universidade Federal de Goiás, Luis Fernando Dourado, na abertura da 41ª Reunião dos Dirigentes da Rede Federal de Educação Ciência e Tecnologia (Reditec 2017). O evento acontece pela primeira vez na Paraíba, no Centro de Convenções de João Pessoa.

Para Luis Fernando Dourado, o corte de verbas para a educação acontece justamente no momento em que a educação profissional deveria estar sendo ampliada no Brasil. “O PNE estabelece uma meta de triplicar as matrículas na educação profissional até 2024, ano em que o plano também prevê um investimento de 10% do PIB (produto interno bruto) em educação. Atualmente, não estamos nem na metade disso e os investimentos são cortados, quando deveriam estar sendo expandidos”, disse. Em sua palestra, o especialista em política educacional falou sobre a relação entre o PNE e a educação profissional no Brasil.

A noite de abertura da 41ª Reditec teve uma apresentação da Orquestra Sanfônica Balaio Nordeste e o grupo cultural do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). O tema da reunião deste ano é “Educação Profissional, acesso, permanência e êxito”, que abrange os desafios das instituições nos momentos de entrada dos alunos, no ensino e no sucesso que eles podem ter no mercado de trabalho. “Haverá aqui muita troca de experiências, debates de temas transversais e outros momentos, que ajudarão a outros gestores, no sentido de melhorar suas ofertas de ensino”, disse o reitor do IFPB, Nicácio Lopes.

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