domingo, 19 de novembro de 2017
Educação
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Professores decidem parar atividades por uma semana e ameaçam greve

Redação / 29 de março de 2016
Foto: Arquivo
Os professores da rede municipal de ensino de João Pessoa decidiram, nesta terça-feira (29), parar as atividades por mais uma semana. Após assembleia, a categoria resolveu cruzar os braços novamente e, caso até sexta-feira (01) não obtenham uma resposta da prefeitura, irão fazer greve por tempo indeterminado. Caso a greve seja deflagrada, essa será a segunda vez em seu mandato que o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) enfrentará uma paralisação da categoria. A primeira foi no ano passado.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município (Sintem) Daniel de Assis, os professores reivindicam uma reajuste de 11,36%. "Desde janeiro, encaminhamos uma proposta de reajuste salarial no percentual indicado pelo MEC, procuramos um bom diálogo, propositivo, concedemos todos os prazos que a prefeitura solicitou, mas no entanto ela se mostrou irredutível no atendimento às reivindicações, que sabemos ser possível”, afirmou Daniel de Assis.

Ainda segundo o presidente do Sindicato, dos 8,5 mil professores existentes, apenas 500 passarão a receber o piso nacional. “O prefeito anunciou o pagamento a 83 professores efetivos que têm como a titulação o magistério a nível médio, que não recebiam o piso salarial nacional e agora passarão a receber porque é lei. Os 417 professores polivalentes, prestadores de serviço, que também têm uma carga horária de 25 horas e não estão recebendo o piso nacional salarial também serão contemplados. A Prefeitura não está atendendo nenhuma reivindicação, está apenas cumprindo sua obrigação legal", lamentou Daniel de Assis.

Por fim, Daniel lamentou que, em contrapartida, uma média de 8.500 profissionais em educação, terá 0% de acordo com essa proposta de reajuste da Prefeitura, fato inédito na história da categoria. “No primeiro ano, recebemos menos que o índice indicado pelo MEC;  no segundo ano, menos que a inflação e nesse terceiro ano, 0% de reajuste. Esse tem sido o pior prefeito em relação a reajuste para o funcionário da educação. Durante governos passados, como o de Ricardo Coutinho e Luciano Agra, sempre tínhamos reajuste acima do índice do MEC e agora nem a inflação Cartaxo quer repor”, concluiu.

A reportagem do Correio Online entrou em contato com a Secretaria de Educação, mas a assessoria informou que como se trata de negociações financeiras a discussão está com o gabinete do prefeito. A reportagem então tentou o gabinete e também a Secretaria de Comunicação, mas as ligações não foram atendidas.

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