sábado, 23 de janeiro de 2021

Educação
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Professores da UEPB entram em greve hoje por tempo indeterminado pela 2ª vez em dois anos

Luís Eduardo Andrade / 12 de abril de 2017
Foto: Reprodução
Atendendo a uma deliberação da assembléia da categoria, os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) entram em greve a partir desta quarta-feira (12) por tempo indeterminado, pela segunda vez em menos de dois anos. Os docentes realizam uma ação na manhã de hoje no Campus Central da instituição, em Campina Grande, que fica a 133 quilômetros de João Pessoa.

A Associação dos Docentes da UEPB (Aduepb) cobra autonomia da universidade, o fim da redução de vagas para alunos oriundos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realização de concursos públicos para professores, além do cumprimento do Orçamento Anual do Estado, que destinava R$ 370 mi à universidade, contudo, apenas R$ 290 mi chegaram à instituição.

Ainda, os professores cobram um reajuste salarial de 23, 61%, como explica o presidente da Aduepb, Nelson Júnior. “Pedimos a reposição salarial referente à inflação. Faz três anos que não existe. O salário está congelado, sem progressão funcional”, disse. Além disso, o movimento cobra melhoria na infraestrutura dos campi de João Pessoa e Guarabira. “Semana passada um pedaço do teto caiu na cabeça de um aluno no campus de Guarabira. Nós também precisamos cobrar qualidade nos blocos”, completou Nelson.

Greve em cima de greve

Como os direitos dos professores não vêm sendo atendidos pelo governo, as greves e paralisações são constantes no campus. No último dia 15 de março os docentes decidiram paralisar as atividades um dia por semana até dialogarem com o governo. Além disso, em 2015, a instituição enfrentou uma das maiores greves de sua história, quando as aulas foram suspensas por cinco meses. Os alunos concordam com as melhorias que precisam ser feitas, mas acreditam que grande parte dos problemas da instituição vem da má gestão da reitoria. “É a segunda greve que eu pego em menos de dois anos. Nós percebemos que muitos dos nossos professores não simpatizam com o movimento, mas sabem que a reitoria têm inúmeros problemas, como atraso de salários. Eu particularmente sinto falta de um movimento estudantil, que ajude nessas lutas”, disse a estudante de comunicação social, Marina Cavalcanti.

Sem contato

O diálogo é uma das principais reivindicações do levante na universidade, mas ao que parece ele não vêm acontecendo nem mesmo com a imprensa. Nossa reportagem tentou entrar em contato com o secretário de educação do Estado, Aléssio Trindade, e com o secretário de planejamento Waldson de Souza, mas nenhum dos dois atendeu nossas ligações.

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