quinta, 15 de abril de 2021

Educação
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Professor Trindade traz aula sobre as vozes do verbo

Redação / 05 de maio de 2019
VOZES DO VERBO

A função das VOZES do verbo é indicar se o SUJEITO pratica ou recebe a ação.

Temos três vozes: ATIVA, PASSIVA E REFLEXIVA.

 



  1. a) VOZ ATIVA




Na VOZ ATIVA o sujeito PRATICA A AÇÃO expressa pelo verbo.

Ex.: O magnata COMPROU uma mansão.

 



  1. b) VOZ PASSIVA




Na VOZ PASSIVA o sujeito RECEBE a ação expressa pelo verbo.

Temos duas passivas:

. ANALÍTICA – É formada por verbo auxiliar + particípio do verbo que indica a ação.

Ex.: A casa FOI COMPRADA pelo magnata.



  1. aux. v. principal




. SINTÉTICA (ou pronominal) – É formada por um verbo que indica ação + pronome SE. Tal pronome recebe o nome de PRONOME APASSIVADOR.

Ex.: Inaugurou-se a obra.

ação p.a. sujeito

Observe que inaugurou-se a obra = a obra foi inaugurada.

 



  1. c) VOZ REFLEXIVA




A voz reflexiva acontece quando o sujeito PRATICA e RECEBE a ação.

Ex.: O operário machucou-se (= machucou ele mesmo).

Quando temos mais de um elemento praticando e recebendo a ação ao mesmo tempo (= reciprocamente= mutuamente) temos a VOZ REFLEXIVA RECÍPROCA.

Ex.: Os políticos se abraçavam em plenário (= abraçavam um ao outro). Os adversários, porém, se cumprimentavam (= cumprimentavam um ao outro) friamente.

Os amantes se entreolhavam, apaixonados.

 

ATENÇÃO

 

TRANSPOSIÇÃO DE VOZ

Um tipo de questão frequente em concurso é a que pede para o candidato TRANSPOR uma frase da voz ativa para a passiva e vice-versa.

Para fazer isso, é preciso ter domínio da FLEXÃO VERBAL; ou seja, conhecer os tempos dos verbos. Retome, então, a tabela da lição anterior, onde você tem a flexão nos verbos REGULARES. Quanto aos irregulares, você, infelizmente vai ter que memorizar, a partir do que colocaremos na próxima aula

 

Vamos aos ensinamentos;

 

Você já deve ter percebido que na VOZ PASSIVA ANALÍTICA temos um verbo auxiliar + outro, que está no PARTICÍPIO (terminação DO).

Pois bem. Em relação à voz ativa, A VOZ PASSIVA ANALÍTICA tem a fórmula

N + 1,

onde N= verbo.

Isso quer dizer que se a voz ativa tem UM verbo, a passiva terá DOIS. Se a ativa tem dois, a passiva terá três.

Vejamos:

O magnata COMPROU uma mansão (VA) - N=1.

Uma mansão FOI COMPRADA pelo magnata - N+1=2.

 

A turma IRIA ALUGAR uma casa - N=2.

Uma casa IRIA SER ALUGADA pela turma - N+1=3.

 

TRANSPOSIÇÃO DE VOZ ATIVA PARA VOZ PASSIVA ANALÍTICA

 

Na transposição da voz ativa para a PASSIVA ANALÍTICA temos que observar o tempo do verbo que está na ATIVA. O tempo do verbo que está na voz ativa será O MESMO que o do VERBO AUXILIAR da passiva. Não esqueça esse “detalhe”.

Assim, temos:

VA – O magnata COMPROU uma casa.

COMPROU: pretérito perfeito do indicativo

VPA – Uma casa FOI COMPRADA pelo magnata.

FOI: pretérito perfeito do indicativo.

VA – O magnata COMPRARA uma casa.

COMPRARA: pretérito mais-que-perfeito do indicativo

VPA – Uma casa FORA comprada pelo magnata.

FORA: pretérito mais-que-perfeito do indicativo.

 

TRANSPOSIÇÃO DE VOZ ATIVA PARA PASSIVA SINTÉTICA

 

Aqui não há problema. É só acrescentar um SE ao verbo da voz ativa:

 

O governador inaugurou o colégio. (VA).

Inaugurou-se o colégio. (VPS).

 

TRANSPOSIÇÃO DE VOZ PASSIVA ANALÍTICA PARA PASSIVA SINTÉTICA

 

Uma ponte FOI INAUGURADA (VPA).

Pretérito perfeito do indicativo.

O tempo do verbo na passiva sintética será o mesmo que o do VERBO AUXILIAR da passiva analítica, acrescentando-se o SE; portanto, no exemplo dado, teríamos:

INAUGUROU-SE a ponte.

Inaugurou: pretérito perfeito do indicativo (= auxiliar da passiva analítica).

 

FORMAÇÃO DO IMPERATIVO

 

O IMPERATIVO AFIRMATIVO é formado da seguinte maneira:

. As SEGUNDAS PESSOAS (tu e vós) são tiradas das mesmas do PRESENTE DO INDICATIVO, menos o S.

. As DEMAIS pessoas são exatamente iguais às do PRESENTE DO SUBJUNTIVO.

. Não há primeira pessoa do indicativo no imperativo. E a pessoa é citada APÓS o verbo.

Num gráfico, teríamos:

 









































































































PRESENTE DO INDICATIVO IMPERATIVO AFIRMATIVO PRESENTE DO SUBJUNTIVO
Eu CANTO - Que eu CANTE
Tu CANTAS------------------- - s--- CANTA Que tu CANTES
Ele CANTA CANTE---------------------- ------ Que ele CANTE
Nós CANTAMOS CANTEMOS--------------- ------ Que nós CANTEMOS
Vós CANTAIS----------------- - s--- CANTAI Que vós CANTEIS
Eles CANTAM CANTEM------------------- ------ Que eles CANTEM


 

ATENÇÃO: Tal configuração NÃO É VÁLIDA para o verbo SER. Nele, teríamos: Sê tu/ sede vós.

 

O IMPERATIVO NEGATIVO é exatamente igual ao presente do subjuntivo, com o acréscimo da expressão NÃO.

 













































































PRESENTE DO SUBJUNTIVO IMPERATIVO NEGATIVO
Que eu CANTE -
Que tu CANTES -------------------- Não CANTES tu
Que ele CANTE -------------------- Não CANTE você
Que nós CANTEMOS -------------------- Não CANTEMOS nós
Que vós CANTEIS -------------------- Não CANTEIS vós
Que eles CANTEM -------------------- Não CANTEM vocês


 

Note que no IMPERATIVO o tratamento dado às terceiras pessoas é você (s).

 

FORMAÇÃO DOS TEMPOS COMPOSTOS

 











































PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO
PRESENTE DO INDICATIVO DO VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO IMPERFEITO DO INDICATIVO DO VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO FUTURO DO PRESENTE DO VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO FUTURO DO PRETÉRITO DO VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO
Eu tenho cantado

tu tens cantado

ele tem cantado

nós temos cantado

vós tendes cantado

eles têm cantado
Tinha cantado

tinhas cantado

tinha cantado

tínhamos cantado

tínheis cantado

tinham cantado
Terei cantado

terás cantado

terá cantado

teremos cantado

tereis cantado

terão cantado
Teria cantado

terias cantado

teria cantado

teríamos cantado

teríeis cantado

teriam cantado


 

SUBJUNTIVO

 





































PRETÉRITO PERFEITO PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO FUTURO COMPOSTO
PRESENTE DO SUBJUNTIVO DO VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO DO VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO FUTURO DO SUBJUNTIVO DO VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO
tenha cantado

tenhas cantado

tenha cantado

tenhamos cantado

tenhais cantado

tenham cantado
Tivesse cantado

tivesses cantado

tivesse cantado

tivéssemos cantado

tivésseis cantado

tivessem cantado
Tiver cantado

tiveres cantado

tiver cantado

tivermos cantado

tiverdes cantado

tiverem cantado


 

FORMAS NOMINAIS

 





































INFINITIVO IMPESSOAL COMPOSTO INFINITIVO PESSOAL COMPOSTO GERÚNDIO COMPOSTO
INFINITIVO DO VERBO AUXILIAR DO VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO INFINITIVO PESSOAL DO VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO GERÚNDIO DO VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO
Ter cantado Ter cantado

teres cantado

ter cantado

termos cantado

terdes cantado

terem cantado
Tendo falado


 

EMPREGO DO INFINITIVO

 

EMPREGO DO INFINITIVO

 

Não é fácil dominar o emprego do infinitivo na Língua Portuguesa; mesmo porque não há regras infalíveis para isso. Em muitas ocasiões, valem mais a estilística e a eufonia.

Há dois tipos de infinitivo: o impessoal e o pessoal. O primeiro não flexiona; é invariável, enquanto o segundo flexiona normalmente.

Usa-se o infinitivo impessoal (não flexionado):

1) Quando não se refere a qualquer sujeito: “É proibido fumar”.

2) Nas locuções verbais: Vamos ganhar a partida.

3) Quando o infinitivo exerce a função de COMPLEMENTO de adjetivo: São situações difíceis de prever.

4) Quando o SUJEITO DO INFINITIVO é um pronome oblíquo átono: Mandei-os sair da sala.

5) Quando o infinitivo tem valor de imperativo: “E o comandante ordena:  “Marchar'”

Emprega-se o infinitivo flexionado (pessoal):

1) Quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal: O professor afirmou serem aqueles trabalhos imprestáveis.

2) Quando, por meio de flexão, pretende-se realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi uma grosseria implicares com ele daquele jeito.

3) Quando se quer INDETERMINAR o sujeito. Nesse caso, flexiona-se o infinitivo na 3ª pessoa do plural: Ouvi tocarem a campainha.

É sempre bom lembrar que as regras relativas ao infinitivo não são rígidas. Trata-se mais de questão estilística do que gramatical.

 

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