sexta, 22 de janeiro de 2021

Educação
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Procura por faculdades de Ensino a Distância cresce 25% em dois anos na Paraíba

Aline Martins / 29 de abril de 2017
Foto: Divulgação
Para aqueles que querem ter um diploma de graduação, pós-graduação ou fazer uma especialização em uma área do ensino superior, mas não têm pouca disponibilidade de tempo para fazer de forma presencial, o Ensino a Distância (EaD) é uma opção.

A cada ano, o número de cursos e vagas oferecidas tem crescido. Na Paraíba a realidade não é diferente. Entre 2013 e 2015, conforme pesquisas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a quantidade de ingressos na graduação aumentou 25%.

Enquanto o número de seleção para novas vagas cresceu 18,4% nesse período. No entanto, para especialista em negócios educacionais o avanço do ensino a distância esbarra na aplicação e no conteúdo.

Embora tenha apresentado um crescimento, o EaD ainda não atingiu o ponto mais alto nesse setor. Eline Cavalcanti, CEO da Elfus, consultoria em gestão organizacional especialista em negócios educacionais e e-Learning, comentou que o ensino a distância sempre foi visto, de modo geral, com muita desconfiança. Há aqueles que acham que, por não ser presencial, é mais fácil, ou mesmo que o diploma não tem o mesmo peso.

“Na verdade, estamos criando a cultura e as ferramentas (principalmente ao que tange autenticidade, plágio e leis de direito de informática) que nos dão suporte a diversas desconfianças dessas, além do fato de que o EaD, de forma alguma, é mais fácil”, afirmou, destacando que o estudante do EaD precisa ter mais disciplina do que aqueles que cursam presencialmente.

Ainda de acordo com Eline Cavalcanti, o principal desafio da implantação de um programa de Ensino a Distância é o conteúdo. Embora a atividade principal de uma instituição de ensino seja a sua excelência acadêmica (professores titulados e processo de avaliação coeso e robusto), isso é reconstruído no processo de implantação do Ensino a Distância.

“A grande chave deste processo está na capacidade de identificar uma equipe docente qualificada em termos de produção de conteúdo, estética, e conhecimento de recursos de tecnologia virtual”, frisou, acrescentando que ter um professor nos cursos presenciais não significa que o professor é um bom conteudista ou tutor.

Além disso, outra barreira enfrentada pelo Ensino a Distância é a desfragmentação do processo de produção do conteúdo. A verdade é que, para obter sucesso, o programa de EaD deve ser construído sobre bases próprias e exclusivas, sem tomar emprestadas as bases do curso presencial.

“Exemplo disso é a capacidade, amplamente discutida, de como as pessoas se relacionam de uma maneira diferente nas redes sociais e na ‘vida real’”, apontou.

Para o EaD crescer é necessário investimento e tempo. “Acho que estamos cada vez mais próximos de uma revolução nesse sentido. O modo de como hoje se faz o consumo de informações, o aumento de compras por meio eletrônico, o esforço existente em transformar os ambientes de aprendizagem - superando barreiras físicas, meteorológicas e até metodológicas – tudo isso têm sido combustível para esse crescimento, em escala e de maneira acessível”, comentou.

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