terça, 02 de março de 2021

Educação
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PM Ambiental usa taxidermia para promover educação ambiental em escolas

Beto Pessoa / 28 de junho de 2017
Foto: ASSUERO LIMA
A taxidermia é uma técnica milenar usada para preservar a forma de um animal depois de morto. Utilizada para eternizar em casa um bicho de estimação falecido, ela tem sido usada como material educativo pela Polícia Militar Ambiental, promovendo conscientização em diversos setores da sociedade. .

O processo envolve métodos complexos, similares à mumificação, por isso exige conhecimentos adequados, destaca o sargento Waldir Pereira, da Polícia Ambiental da Paraíba, um dos poucos taxidermistas do Estado.

“Levamos este trabalho para as escolas, canteiros de obras e indústrias para promover a educação ambiental. É um trabalho que exige conhecimentos específicos e autorização dos órgãos ambientais. Em João Pessoa só existe eu e mais um taxidermista em atuação”, disse.

Em primeiro lugar, os animais utilizados no processo não podem ser mortos voluntariamente, ou seja, precisam ter sido encontrados sem vida, vítimas de atropelamento ou afogamento, por exemplo.

Para serem utilizadas, as carcaças precisam ter liberação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Eles também não podem estar em avançado estado de decomposição, já que isso inviabilizaria sua montagem.

Se leva em média 30 dias para o animal ser empalhado, técnica similar a de um escultor, explica o sargento Walter Pereira. “Taxidermia significa ‘dar forma à pele’. Nós retiramos toda a parte interna do animal e, após aplicação do material químico, inserimos uma estrutura de arame, travada dentro do bicho para dar a forma necessária. Sempre estudamos imagens de como o bicho se comporta na natureza para que ele fique num aspecto natural”.

Pó de serra, parafina e algodão são alguns dos materiais utilizados para criar a ‘musculatura’ do animal, que passam a ter décadas de ‘vida’ útil.


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