domingo, 16 de junho de 2019
Educação
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PB rejeita regra do Ministério da Educação sobre hino e filmagem

Redação com Portal Correio / 27 de fevereiro de 2019
Foto: Reprodução
O secretário de Educação da Paraíba, Aléssio Trindade, afirmou que o Estado não seguirá a recomendação do Ministério da Educação (MEC), pedindo para que escolas executassem o Hino Nacional Brasileiro, com os alunos, professores e funcionários perfilados em frente a bandeira nacional, e filmassem o momento.

Em entrevista ao programa Correio Debate, da Rede Correio Sat, o secretário de Educação da Paraíba, Aléssio Trindade, chamou a ideia de “maluca” e defendeu que há outros problemas mais graves na educação do país que precisam ser debatidos. “50% dos jovens do Nordeste chegam ao 5º ano do ensino fundamental sem saber ler. O governo tem que olhar para isso”, afirmou. Trindade ainda questionou o fato da determinação ter ocorrido à noite,

Por e-mail, atropelando a autonomia dos Estados e sem ser discutida com autoridades da Educação.

No mesmo programa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de João Pessoa (Sintem-JP), Daniel de Assis, também apresentou posicionamento crítico semelhante. Assim como Trindade, Assis pontuou problemas que precisam de solução na educação do país e alertou que o respeito a símbolos nacionais deve ser construído, com diálogo.

PE também vetou. Em Pernambuco, a Secretaria de Educação e Esportes também se manifestou contrária à solicitação do Ministério da Educação. “A Secretaria de Educação e Esportes do Estado de Pernambuco foi surpreendida com o envio da carta pelo Ministério da Educação (MEC) às escolas. Destacamos que esse tema nunca foi tratado de maneira institucional. Nosso entendimento é que esta ação do MEC fere a autonomia da gestão em nossas escolas, e especialmente a dos Entes da Federação. [...] Neste contexto, informamos a todos que esta medida proposta pelo MEC não terá aplicabilidade nas escolas da rede pública estadual.”

Novo e-mail

A polêmica sobre a determinação se alastrou pelo país e, após a repercussão negativa, o MEC enviou um novo e-mail, assinado por Vélez. Desta vez, foi retirado o slogan da campanha de Bolsonaro (“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”), o que foi classificado pelo MEC como “equívoco”, e foi incluído que a gravação em vídeo pode ser voluntária, feita com autorização legal da pessoa filmada ou de seu responsável. Segundo o MEC, a atividade faz parte da política de incentivo à valorização dos símbolos e que as imagens devem ser usadas para material institucional.

Ontem, uma publicação da Revista Fórum diz que a oposição vai acionar o ministro Vélez por improbidade administrativa, por ele ter usado slogan de campanha eleitoral em comunicação institucional do governo.

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