terça, 26 de janeiro de 2021

Educação
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O lado bom e o ruim da reforma do ensino médio

Francisco Varela Neto / 16 de fevereiro de 2017
Foto: Divulgação
O presidente da República Michel Temer sancionou, nesta quinta-feira (16), a lei que estabelece a reforma do ensino médio. Entretanto, apesar da sanção já ter ocorrido, ainda restam muitas dúvidas sobre se essas mudanças serão positivas, ou não. Para o especialista em educação, professor Luiz de Sousa Júnior, a maior falha da lei é que fizeram uma reforma sem muito planejamento, que é mais baseada em cortes do que qualquer outra coisa.

De acordo o professor Luiz, as medidas não terão tanto impacto em um curto espaço de tempo. “Por enquanto temos medidas de médio a longo prazo, as medidas principais não serão repentinas, pois algumas questões ainda estão  em discussão, terão que ser examinadas pelo conselho de educação , como o caso do tempo integral de estudo. O impacto não será tão grande no momento. Mas o que se está  evitando com essa reforma é ir a base do problema da educação”, explicou.

Na visão do professor, a reforma foi feita sem se pensar muito nas consequências que ela possa vir a ter. “Na minha concepção fizeram uma reforma com viés reducionista, que tenta resolver os problemas com cortes, cortes de disciplinas, cortes de professores, por isso discordo da diretriz geral da proposta, levando em conta que não se discutiu o financiamento disso tudo,  a valorização do professor. Uma coisa é implantar, outra é implementar.  Então por isso para mim ela não apontou no caminho certo”, analisou.

Perguntado sobre o peso no bolso da população que a sanção pode ocasionar o professor disse que “para os estudantes de escolas particulares, pode ter uma repercussão sim, o custo dessa reforma é repassado para o bolso do cidadão. Com o aumento da carga horária, apesar de a medida ser a longo prazo, pode afetar o bolso dos pais principalmente “.

Luiz de Sousa também alertou sobre os perigos da reforma, relembrando a ditadura militar. “A última grande reforma que tivemos foi a da década de 70, no regime militar, que pouco tempo depois foi extinta, e ai está o perigo. O que eu temo é que isso venha a acontecer novamente”, advertiu.

 

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