segunda, 25 de janeiro de 2021

Educação
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Mais de 6,7 milhões farão o Enem neste domingo

Redação / 03 de novembro de 2017
Foto: Reprodução
A contagem regressiva já começou. Restam apenas dois dias para a realização da primeira etapa do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). No domingo (5), os 6,7 milhões de inscritos terão que resolver 90 questões nas áreas de linguagens, geografia, história e redação. A duração da prova será de até 5h30. No domingo seguinte (12) será a vez da segunda parte do exame, com mais 90 questões de matemática, química, física e biologia.

A dúvida de quem vai participar do teste, que seleciona vagas para a graduação das universidades federais do país, é: ainda dá para estudar há poucos dias da prova? Para professores ouvidos pela reportagem, o ideal agora é fechar o livro. “Quem estudou, estudou. Agora é preciso conhecer o estilo da prova e, no máximo, fazer pequenas revisões de conteúdo, mas sem perder noites de sono”, diz Luis Valle, professor de geografia do Oficina do Estudante, de Campinas (SP). Na primeira etapa, o candidato terá que dominar o texto. Seja lendo, interpretando e fazendo correlações de enunciados de questões com outras áreas do conhecimento, como também escrevendo.

Candidato testado como leitor

Para além de regras gramaticais, a prova de linguagens busca testar a proficiência do candidato enquanto leitor. Então se prepare para uma enxurrada de textos nas questões da área, diz Márcia Pelachin, professora de língua portuguesa. Para a especialista, a área de linguagens é ampla e aborda textos verbais e não verbais (obras de arte, charge só com imagens e gráficos, por exemplo). “É uma prova não pautada em regras, mas em relações com as diferentes linguagens”, diz. Ainda segundo Pelachin, o candidato precisa encarar os textos de apoio -geralmente grandes -como um aliado. “Eles não estão ali para preencher um espaço. Precisam ser lidos de forma atenta porque a resposta está neles”, afirma.

Dica de última hora

Refaça provas anteriores e cronometre o tempo gasto. O tempo ideal para resolver uma questão não pode passar de três minutos. O que pode cair Gêneros discursivos, literatura (escolas literárias), questões ligadas a artes plásticas (reproduções de telas, esculturas e obras mais contemporâneas) e gramática atrelada a interpretação de textos.

História

Em história, o candidato não precisará se preocupar com detalhes, do tipo: o ano da Revolução Francesa. Para Daniel Perry, especialista da área, “será exigida a compreensão do processo histórico dos fatos.” Quem tiver um repertório amplo e conseguir fazer uma leitura atenta do enunciado das questões vai se sair na frente. O candidato poderá se deparar, segundo Perry, com muitos textos correlacionados, figuras e gráficos. “O Enem gosta de abordar movimentos sociais ao longo da história. Uma questão pode falar de um conflito do Brasil colônia e relacioná-lo com os problemas de hoje. A prova é mais por aí.” É importante revisar as provas anteriores e ficar de olho no centenário da Revolução Russa e os 500 anos da Reforma Protestante. O que pode cair: Grécia e Roma (princípios da democracia); minorias sociais (mulher, negro e índio ); descolonização de África e Ásia; revoltas populares do Brasil colônia e da República e fatos contemporâneos (crise imigratória, xenofobia, atentados terroristas, nacionalismo e questões de gênero).

Mapas

Para se sair bem na prova de geografia, o candidato terá que dominar conhecimentos que vão além da interpretação cartográfica a leitura de mapas. Para o professor Luis Felipe Valle, a prova de geografia do Enem vai contextualizar acontecimentos recentes com conteúdos clássicos da disciplina. “Aí não tem jeito: o candidato terá que saber o conteúdo e prestar muita atenção no enunciado das questões para marcar a alternativa certa”, diz. “Muitas vezes, a prova traz afirmações corretas que não respondem a pergunta proposta. É preciso muita concentração.”

Dica: Pegue as provas anteriores apenas para se familiarizar com o estilo. “Não adianta mais passar horas a fio resolvendo exercícios. A estafa pode causar um ‘apagão’ no dia da prova”, afirma. O que pode cair: Segundo Valle, os temas mais recorrentes são conflitos agrários; vegetação (ecossistemas do Brasil); assuntos ligados à globalização (modo de produção, meios de comunicação e desenvolvimento social); clima (sequência de furacões no Atlântico e aquecimento global); meio ambiente (desastre ambiental de Mariana (MG) ainda tem força) e noções de mapas, tabelas e gráficos.

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